- Chefes do NHS afirmam que a greve de médicos residentes causará “máximo dano” aos pacientes, com seis dias de paralisação programados para o início de abril.
- A Federação Médica Britânica (BMA) decidiu sair das negociações com o governo e a direção do NHS, gerando uma troca de críticas entre as partes.
- O secretário de Saúde, Wes Streeting, deu aos médicos até 2 de abril para reconsiderarem a rejeição à oferta considerada “generosa”, que daria £700 milhões a mais de salário até 2029.
- A oferta previa acelerar a progressão salarial para atingir um aumento de até 26% com ajuste de pagamento; a BMA queria o dinheiro em 2026-27 e o governo enfatizou que não aceitava essa condição.
- O presidente do comitê dos médicos residentes, Dr. Jack Fletcher, rebateu a alegação de que os salários teriam subido 35% nos últimos quatro anos, dizendo que a inflação corroeu esse ganho.
O conflito entre o governo britânico e a Associação Médica Britânica (BMA) escalou após a decisão da entidade de abandonar as negociações com o governo e a direção do NHS. Os chefes do NHS acusam os médicos residentes de buscar causar o “maior dano” aos pacientes ao entrar em greve por seis dias no próximo mês, por questões salariais e de condições de trabalho.
Streeting, secretário de Saúde, deu aos médicos residentes em Inglaterra até 2 de abril para reconsiderarem a rejeição, na quarta-feira, da sua oferta considerada “generosa”. A proposta previa cerca de 700 milhões de libras adicionais de remuneração entre 2026 e 2029, por meio de progressão mais rápida nas escalas salariais.
A BMA anunciou a retirada das conversas, deixando o impasse sem solução. O CEO do NHS England, Jim Mackey, afirmou que a rejeição e a greve de 7 a 12 de abril significam continuidade do conflito, iniciado em março de 2023, e que os próximos meses devem exigir organização para um período possivelmente longo de disputa.
Conflito salarial
Glen Burley, diretor de reset financeiro e accountability do NHS England, classificou a decisão da BMA como decepcionante para os pacientes, destacando o período de alta demanda. Mackey disse que os detalhes do acordo estavam próximos, mas o desfecho foi frustrante e exigirá planejamento para uma negociação prolongada.
O que está em jogo
Segundo a oposição, o governo propunha aos médicos residentes 700 milhões de libras adicionais em ganhos entre 2026 e 2029, com a melhoria prevista de salários por meio de progressão mais rápida. A BMA insistiu que o ganho fosse contemplado em 2026-27 e não estendido, o que levou à separação das negociações.
Perspectivas futuras
O RDC informou que o presidente da comissão, Dr. Jack Fletcher, contestou as afirmações de que houve aumento de 35% nos salários nos últimos quatro anos, alegando que a inflação reduziu o ganho real. A discussão continua sem um acordo claro sobre o futuro das negociações e da greve.
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