- Maduro e Cilia Flores participaram, nesta quinta-feira, da segunda audiência no tribunal federal do distrito sul de Nova York, com a presença de público que incluiu venezuelanos.
- Entre os presentes, destacou-se Carola Hernández, exilada há cinco anos, que afirmou que Maduro parece demacrado, mas ainda está em bom estado considerando o que sofreram muitos venezuelanos.
- Hernández vive no exílio desde há cinco anos e acompanha casos de asilo de opositores, reunindo-se com outros venezuelanos que passaram por prisão, tortura ou perseguição.
- O advogado de defesa, Barry Pollack, apresentou duas mocões: (a) permitir financiamento estatal da defesa; (b) desestimar os cargos caso não haja condições financeiras para pagar os advogados.
- O juiz Alvin Hellerstein encerrou a audiência sem definição, enquanto venezuelanos na sala comentavam as dificuldades de seus casos de asilo e as experiências no sistema prisional.
O ex-presidente Nicolás Maduro e a também acusada Cilia Flores chegaram à sala de audências do tribunal federal do Distrito Sul de Nova York, nesta quinta. A audiência, a segunda do caso, ocorre após detenção em Caracas e envolve acusações ligadas a crimes associados ao regime venezuelano.
Na plateia, venezuelanos que enfrentam perseguição por razões políticas acompanharam o desenrolar do processo, em meio a relatos de tortura, cárcere e exílio. Entre eles, várias testemunhas disseram ter vivido episódios de repressão e aguardam desfechos que impactem seus casos de asilo.
Relatos de ex-presos e espectadores
Antes da sessão, o grupo se reuniu na cafeteria do tribunal para discutir vivências no cárcere, traumas de tortura e dificuldades de acesso a assistência legal. Observadores descrevem uma atmosfera de espera e solidariedade entre os presentes.
Daniela Rivas, que curiosamente assistiu à audiência durante as férias, expressou surpresa ao ver Maduro e Flores ao vivo. Ela acompanhou a defesa buscando desqualificar as acusações, enquanto o advogado Barry Pollack apresentou pedidos ao juiz para custeio da defesa ou, alternativamente, a desestimativa dos cargos.
O juiz Alvin Hellerstein ouviu os argumentos apresentados pelas partes e encerrou a sessão sem decisão. Maduro participou ativamente, registrando anotações ao lado da esposa e observando a defesa. O desfecho do caso permanece pendente.
Detalhes do que foi discutido
A defesa argumenta que o Estado venezuelano deveria financiar a defesa de Maduro e Flores, ou, na ausência de recursos, que os cargos sejam desestimados por falta de fundos para a defesa. O foco da sessão foi, portanto, financeiro e processual, em vez de provas diretas sobre os crimes.
Pouco antes do término, a sala ouviu perguntas sobre procedimentos e sobre a viabilidade de etapas adicionais do processo. A audiência garantiu que o casal acompanharia as próximas fases, com calendário ainda a ser definido pelos magistrados.
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