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Projeto de pena de morte para prisioneiros palestinos avança para votação final

Projeto de lei para pena de morte de palestinos condenados por terrorismo avança para votação final, gerando críticas internacionais e riscos legais

Itamar Ben-Gvir, pictured in October 2025, is one of the biggest proponents of the bill.
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  • Projetos de lei para impor pena de morte a palestinos condenados por terrorismo avançaram para votação final no parlamento de Israel, após aprovação do comitê de segurança nacional.
  • A inciativa é do partido ultraconservador Otzma Yehudit, liderado pelo ministro da segurança nacional, Itamar Ben-Gvir, que tem recebido forte críticas.
  • A lei prevê execução em até noventa dias após a condenação, detenção em instalação separada e visitas restritas, com consultas jurídicas apenas por videoconferência, e execução por enforcamento.
  • Poderiam aplicar a pena de morte tribunais militares na Cisjordânia ocupada, com o ministro da defesa podendo apresentar opinião; para palestinos sob ocupação, recursos de apelação e clemência seriam fechados.
  • Críticos e organismos internacionais, incluindo Estados Unidos, nações da União Europeia e especialistas da ONU, avaliam que a lei viola direitos humanos e normas internacionais, além de potencialmente violar leis de outros países.

O parlamento de Israel avançou um projeto de lei que prevê a pena de morte para palestinos condenados por terrorismo, após a aprovação do comitê de segurança nacional. O texto segue para votação final.

A proposta é de Otzma Yehudit, partido de ultradireita, liderado pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e tem sido alvo de críticas de opositores e de grupos de direitos humanos.

A iniciativa estabelece que condenados à morte fiquem em instalações próprias, com visitas restritas e consultas jurídicas por videoconferência, além de prever a execução em até 90 dias após a sentença.

Mudanças legais e prazos

As regras permitem que tribunais imponham a pena sem pedido de acusação e com maioria simples, incluindo tribunais militares no West Bank. O ministério da Defesa pode apresentar uma opinião nesse processo.

Para palestinos sob ocupação, o projeto restringe recursos de apelação e clemência, enquanto prisioneiros julgados em Israel teriam possibilidade de commuting para prisão perpétua.

O comitê não apenas manteve, como ajustou o texto, segundo a imprensa. A forma de execução prevista é o enforcamento.

Reação internacional e críticas

Ben-Gvir tem defendido o uso da forca, associando-a a lógicas de punição. Autoridades militares e ministérios alertaram para eventuais violações do direito internacional e risco de ações legais no exterior.

Críticos ressaltam que a lei eliminaria discricionários judiciais, expondo o país a questionamentos jurídicos e a tribunais estrangeiros. Organizações de direitos humanos destacam impactos desproporcionais sobre palestinos.

Aos olhos de defensores, a medida representa uma mudança drástica na política penal. Entidades internacionais lembram que países devem evitar punições cruéis ou discriminatórias. O debate segue em aberto no Legislativo.

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