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Novo arcebispo de Canterbury reconhece abusos contra vítimas em sermão

Sarah Mullally, primeira mulher a chefiar a Igreja da Inglaterra, enfatiza dor de vítimas de abuso em sermão inaugural da entronização

‘Today and every day, we hold victims and survivors in our hearts and in our prayers,’ says Mullally.
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  • Sarah Mullally foi instalada como arcebispo de Canterbury, tornando-se líder espiritual da Igreja da Inglaterra e da igreja anglicana global, aos 64 anos.
  • Em seu primeiro sermão, ela destacou a dor de vítimas e sobreviventes de abuso dentro da igreja e disse que é preciso buscar verdade, compaixão, justiça e ação.
  • O predecessor Justin Welby deixou o cargo após críticas por falhas no tratamento de acusações envolvendo John Smyth.
  • A cerimônia ocorreu na Catedral de Canterbury, com cerca de 2.000 convidados, incluindo o príncipe e a princesa de Wales, Keir Starmer e Kemi Badenoch.
  • Mullally realizou a entronização após uma peregrinação de seis dias desde a Catedral de São Paulo, com rituais tradicionais e hinos em várias línguas, como Swahili.

Sarah Mullally foi instalada formalmente como arcebispo de Canterbury, tornando-se a líder espiritual da Igreja da Inglaterra e da comunidade Anglicana global. A cerimônia, grandiosa, ocorreu em Canterbury após sua nomeação oficial aos 64 anos.

Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo no Church of England. Durante o rito, Mullally destacou a necessidade de reconhecer a dor de vítimas de abuso dentro da igreja e de manter o compromisso com verdade, compaixão e justiça.

A posse valeu-se de uma peregrinação de seis dias desde a Catedral de St Paul até Canterbury, que culminou no enevoado rito em plena catedral. Ao longo da cerimônia, Mullally utilizou símbolos tradicionais, incluindo o bastão pastoral, e foi recebida por uma multidão de fiéis e autoridades.

Contexto da cerimônia

A instalação ocorre em meio a questionamentos sobre a gestão de casos de abuso anteriores, especialmente envolvendo o ex-arcebispo Justin Welby, que ocupou o cargo antes de Mullally e enfrentou críticas pela resposta a acusações envolvendo John Smyth.

Entre 2 mil convidados estavam o Príncipe e a Princesa de Gales, representando o rei, além de Keir Starmer, líder do governo, e Kemi Badenoch, líder da oposição. Representantes de mais de 100 províncias anglicanas e dezenas de parceiros ecumênicos também marcaram presença.

A cerimônia contou ainda com participação de equipes de enfermagem e cuidadores de hospitais e hospices de Canterbury, ligando a trajetória profissional de Mullally à sua atuação no NHS. A celebração aconteceu no dia da Anunciação, data litúrgica associada ao anúncio da concepção de Jesus.

Detalhes da cerimônia

O ritual iniciou com desfiles de ministros, clero e representantes globais, seguido pela leitura de um mandato real autorizando a instalação. Mullally recebeu a veste dourada e um mitre, e adotou um adorno simbólico diferente, substituindo o morse por uma fivela de seu cinto de enfermeira.

Ao chegar, bateu três vezes na porta oeste da catedral com o cajado pastoral, sendo recebida por estudantes locais que questionaram quem era a visitante. A arquidiáque respondeu em tom firme, afirmando-se como serva de Jesus Cristo.

Durante o episódio, Mullally fez uma declaração de fé alinhada aos credos católicos históricos da igreja e confirmou o uso apenas de liturgias autorizadas. Ao assinar um documento ecumênico, ela apertou mãos e abraços com fiéis, em momento marcante do rito.

Reconhecimento e continuidade

A cerimônia contou com uma participação marcante de público feminino, incluindo o coro africano de Norfolk, que executou cânticos em Swahili. As leituras e orações foram em várias línguas, enfatizando a dimensão ecumênica da festividade.

Ao final, Mullally foi conduzida ao Trono de Augustine, de mármore de Purbeck, próximo ao santuário de São Tomás Becket. A multidão a aplaudiu; o templo ficou com um custo diário de manutenção estimado em £30 mil.

Compromissos e próximos passos

Em entrevista à BBC, Mullally enfatizou a importância de reconhecer o marco histórico da sua função, ao mesmo tempo em que agradeceu a apoio recebido de mulheres e homens que a apoiaram. Ela destacou o objetivo de abrir espaço para outras trajetórias femininas.

Sobre a proteção de menores e vulneráveis, Mullally afirmou que a igreja deve trazer luz às ações de proteção, especialmente entre líderes mais antigos e mais visíveis, para evitar repetição de falhas.

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