- Senadores republicanos avaliam um acordo bipartidário para reabrir a maior parte do Department of Homeland Security (DHS) sem financiamento imediato para prisões e deportações de imigrantes indocumentados.
- O acordo prevê restaurar recursos para todas as áreas do DHS, exceto operações de fiscalização de imigração, que seriam financiadas mais tarde por meio do processo de reconciliação orçamentária.
- A iniciativa ganhou impulso após reunião no Casa Branca entre o presidente e os senadores republicanos; o líder da maioria no Senado disse que as discussões foram positivas.
- O DHS está parcialmente paralisado desde meados de fevereiro, com filas na TSA aumentando e funcionários sem pagamento por semanas.
- Entre as mudanças em pauta estão regras para agentes de imigração, como warrants judiciais, identificação visível e câmeras corporais, além de medidas para evitar desvio de funções para deportações.
O Senado dos Estados Unidos avalia um acordo bipartidário para reabrir a maior parte do Departamento de Segurança Interna (DHS), mantendo, inicialmente, o recurso para prisões e deportações de imigrantes indocumentados fora do orçamento. A proposta faz parte de negociações para interromper o impasse fiscal.
Segundo relatos, o acordo permitiria o restabelecimento de verbas para todas as áreas do DHS, exceto as ligadas ao enforcement de imigração, como o ICE. A virada ocorreria após encontros entre líderes republicanos e a administração, com vistas a usar o orçamento de reconciliação para financiar as operações de fiscalização migratória.
As negociações ganharam fôlego após reunião no Palácio da Justiça com membros do governo. Investigadores ouvidos pela imprensa destacam que a medida manteria CBP e investigações de segurança sob financiamento, ao mesmo tempo em que impõe regras mais rígias para o ICE.
Detalhes da proposta
A ideia permitiria que o DHS mantenha verbas para áreas de proteção de fronteiras, operações de segurança interna e tecnologia, desde que novas regras restrinjam o uso da força e previnam desvios de funções. Entre os pontos discutidos constam a exigência de mandados judiciais para entradas em propriedades privadas e o uso de identificação pelos agentes.
A proposta também consideraria diretrizes de uso da força mais rígidas e o uso de câmeras corporais para agentes de fronteira. Além disso, poderia estabelecer que agentes não fossem desviados de suas funções com o objetivo de executar deportações.
Democratas defendem ajustes adicionais, como maior transparência e supervisão de operações. A discussão ocorre em meio a críticas a medidas de imigração implementadas pela administração anterior, com objeções ao endurecimento de regras.
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