- O Pentágono anunciou que vai fechar o corredor dos correspondentes, espaço de trabalho para jornalistas, e criar um novo local externo ao prédio para a imprensa.
- A decisão ocorre após uma sentença de um juiz federal que anulou parte das novas regras de acesso impostas no ano passado, ordenando a retomada dos passes do The New York Times.
- O NYT afirma que a nova política continua com restrições inconstitucionais e informou que voltará ao tribunal.
- O anúncio também exige que jornalistas sejam escoltados por funcionários do Departamento de Defesa ao entrar no Pentágono, sob pretexto de segurança.
- A Pentagon Press Association critica a medida e planeja consultar assessoria jurídica; outras agências de imprensa buscam reinstalação de credenciais para cobrir o Pentágono novamente.
O Pentágono anunciou que vai encerrar o espaço de trabalho reservado para correspondentes, conhecido como corredor dos jornalistas, e abrir um novo prédio anexo com instalações de imprensa. A medida ocorre após uma decisão judicial que anulou parte das novas regras de acesso.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, na segunda-feira à noite. A ofensiva envolve limitar o acesso sem escolta de seguranças, com a justificativa de que é preciso checar credenciais para riscos de segurança.
O processo judicial envolve o jornal New York Times, que contestou as restrições anunciadas no último ano, e o tribunal já havia ordenado a retomada de credenciais para jornalistas do Times. O Times afirma que a medida viola a ordem judicial.
Desdobramentos legais
A associação de imprensa do Pentágono criticou a decisão, dizendo que o anúncio desrespeita a decisão do juiz e poderá exigir ações legais adicionais. A corte, em decisão anterior, destacou a importância de acesso à informação em meio a questões de segurança.
Diversos veículos externos, como Reuters e Associated Press, disseram buscar a reinstalação de credenciais para cobrir o Pentágono. Outros veículos, incluindo a Guardian, também discutem o retorno ao espaço de imprensa tradicional.
A defesa afirma que o novo modelo de trabalho ainda depende de auditoria de segurança para credenciais. Analistas apontam que a mudança pode impactar a cobertura, pois a pressão por perguntas rápidas depende do acesso direto a autoridades militares e documentos.
O tribunal pode ter de se manifestar novamente para avaliar se as novas políticas atendem à determinação judicial. Enquanto isso, o Pentágono mantém que a alteração é necessária para garantir a proteção de tropas, planos de guerra e informações sensíveis.
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