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Irã ataca bases dos EUA no Golfo; petróleo cai após plano de paz de Trump

Fechamento do estreito de Hormuz eleva preços de fertilizantes e pode reduzir safras globais, alerta a Organização Mundial do Comércio

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  • As Forças Guardas da Revolução do Irã disseram ter alcançado bases no Kuwait, Jordânia e Bahrein com mísseis, mirando Israel e forças dos EUA; o petróleo caiu acentuadamente nas primeiras negociações.
  • A Organização Mundial do Comércio alerta que o fechamento do estreito de Hormuz pode reduzir o fluxo global de fertilizantes e elevar os preços.
  • Aproximadamente um terço dos fertilizantes globais transita pelo estreito, que tem ficado praticamente fechado pela guerra.
  • Segundo Jean-Marie Paugam, vice-diretor-geral da OMC, o impacto ocorre tanto na quantidade quanto nos preços, com efeito potencial no plantio do próximo ano.
  • Países exportadores de alimentos, como Índia, Tailândia e Brasil, dependem de ureia; não há escassez no momento, mas o cenário pode se deteriorar conforme o conflito persiste e haja possível aumento de estoques.

Iran ataca bases no Golfo e queda no petróleo; alertas se estendem a fertilizantes

O Irã afirmou ter lançado mísseis contra alvos israelenses e bases militares dos EUA em Kuwait, Jordânia e Bahrain. A ação chega em meio a tensões regionais crescentes e gerou impactos imediatos nos mercados.

Os Estados Unidos e aliados não confirmaram de forma independente cada alvo, mas a situação elevou a capacidade de resposta na região. Em meio ao episódio, os preços do petróleo recuaram com força na abertura de negociações.

O contexto de conflito também provocou mudanças no humor dos mercados, com investidores monitorando desdobramentos diplomáticos e militares que podem afetar o fornecimento de energia.

Riscos para fertilizantes devido ao estreito de Hormuz

A Organização Mundial do Comércio (OMC) alertou sobre interrupções no fornecimento global de fertilizantes caso o estreito de Hormuz permaneça fechado. O fator pode reduzir saídas de fertilizantes e elevar preços.

Segundo o, vice-diretor-geral da OMC, Jean-Marie Paugam, aproximadamente um terço dos fertilizantes globais transita pelo estreito, que vem sendo quase fechado desde o início do conflito. O efeito tende a se prolongar.

Paugam destacou que a produção, dependente do gás natural na região, já sofreu interrupções em várias fábricas. Produtos como ureia, usados por grandes exportadores como Índia, Tailândia e Brasil, podem enfrentar pressões de oferta.

Ainda sem escassez imediata, a autoridade ressalta que impactos na quantidade e nos preços devem se intensificar à medida que o conflito se arrasta, especialmente com a aproximação da temporada de plantio no próximo ciclo.

Pelo método de transmissão, o risco para países importadores de alimentos pode aumentar, especialmente na África subsaariana e ocidental. A possibilidade de esterilização de estoques amplia a vulnerabilidade dos mercados.

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