- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que vai considerar “todas as opções disponíveis” para mitigar o custo de vida causado pelo conflito entre EUA e Israel contra o Irã.
- Starmer vai presidir uma reunião de Cobra na segunda-feira, reunindo ministro s e o governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, além de Rachel Reeves (tesoureira) e Ed Miliband (secretário de energia).
- O objetivo é discutir medidas emergenciais para enfrentar o aumento dos preços de energia e o incremento dos juros governamentais decorrentes do conflito.
- Economistas alertam que o choque pode lembrar os choques petrolíferos dos anos setenta ou a invasão da Ucrânia, caso haja escalada do confronto ou interrupção no estreito de Hormuz.
- O Irã, em resposta, atacou alvos no Oriente Médio e bloqueou, em grande parte, o estreito de Hormuz, enquanto o presidente dos EUA ameaça ações mais contundentes caso o estreito não seja aberto.
Keir Starmer prometeu explorar todos os mecanismos disponíveis do governo para mitigar o impacto do aumento do custo de vida decorrente do conflito entre EUA, Israel e Irã. A afirmação foi feita pouco antes de uma reunião de emergência com ministros de alto escalão no início da tarde de segunda-feira.
O premiê vai presidir a reunião do comitê Cobra, com participação do governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, da ministra da Fazenda, Rachel Reeves, e do secretário de Energia, Ed Miliband, entre outros. O objetivo é discutir medidas de contingência para o cenário econômico.
Starmer pediu que o encontro avaliasse o uso de todos os instrumentos disponíveis, em meio ao aumento de preços de energia e à elevação dos juros públicos. O encontro ocorre em meio a previsões de impactos econômicos relacionados ao conflito.
Cobra, governo e Bank of England
Segundo a agenda oficial, o Cobra reúne autoridades para tratar de questões de alta importância nacional. A reunião visa considerar ações para o custo de vida, incluindo possível apoio financeiro e medidas setoriais.
Analistas estimam que a escalada do conflito pode provocar choques semelhantes aos observados nas crises de 1970 e na invasão da Ucrânia. A instabilidade geopolítica também assinala riscos para a oferta de energia.
O conflito envolve ataques de Irã contra alvos militares e infraestrutura na região, além de restrições no estreito de Hormuz, vital para o abastecimento de petróleo e gás destinado à Europa. Há receio de novas escaladas.
Trump sinalizou, em tom crítico, a possibilidade de ampliar ações caso o estreito permaneça fechado. O Irã respondeu afirmando que poderia atacar instalações de energia na região se houver interrupção de rotas de abastecimento.
Starmer manteve contatos com líderes internacionais, descrevendo a conversa com o presidente dos EUA como construtiva, sem detalhar conteúdos. O premiê também ressaltou a necessidade de desescalar o conflito sem se envolver diretamente nos combates.
O governo britânico reforça que, apesar de manter a defesa de interesses nacionais e de vidas britânicas, não se pretende ampliar a participação militar no conflito. A posição busca evitar envolvimento direto, mantendo canais diplomáticos abertos.
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