- Gavin Burrows afirmou ao High Court que as confissões atribuídas a ele são ficção e que as alegações são “uma pack of lies”.
- Ele disse que os demandantes e seus advogados foram “muito enganados” sobre o seu trabalho e que a assinatura da declaração foi possivelmente falsificada.
- Burrows sustenta que nunca realizou atividades ilegais para a editora Associated Newspapers Limited e que não reconhece a declaração de 2021.
- O caso envolve Prince Harry, Doreen Lawrence e Elton John contra a editora, com acusações de coleta ilícita de informações.
- Segundo Burrows, Graham Johnson, ex-hacker de telefones, teria organizado a confissão, e a assinatura seria falsa, conforme ele.
Gavin Burrows, investigador particular, contestou em audiência de tribunal superior que as confissões atribuídas a ele são ficção. O depoimento, aguardado, é parte central do processo movido por Prince Harry, Doreen Lawrence e Elton John contra a Associated Newspapers Limited (ANL). Burrows afirmou que as supostas admissionões em seu nome são falsas.
Ele disse ainda que acredita ter visto a assinatura rastreada em uma declaração de testemunha que descreve condutas ilícitas em nome da ANL. Burrows compareceu de local remoto, sob acordo para depor sem estar no país. O tribunal investiga alegações de obtenção ilegal de informações.
A ação envolve sete reclamantes, incluindo Prince Harry, que acusam a ANL de práticas de escuta e obtenção de dados de terceiros próximos às celebridades. O tribunal já discutiu que Burrows supostamente invadiu dispositivos e monitorou informações de pessoas ligadas aos alvos.
Alegações contestadas e versões apresentadas
Burrows disse que nunca realizou atividades ilegais para a editora nem foi solicitado a fazê-lo. Ele também afirma que a assinatura original foi forjada e que desconhece grande parte do conteúdo apresentado na declaração de 2021.
O advogado dos reclamantes, David Sherborne, pediu que Burrows fosse questionado como testemunha hostil, diante das alegações de falsificação. O caso, com longos atritos processuais, continua em andamento no tribunal.
Burrows sugeriu que a assinatura pode ter sido forjada com a participação de Graham Johnson, ex-hacker que passou a investigar ilegalidades na imprensa. Segundo o investigador, Johnson teria coordenado a declaração com ele e depois o colocou em uma equipe de pesquisa da ação.
Apesar das alegações, o time jurídico da parte reclamante sustenta que a assinatura em questão não poderia ser forjada. Burrows também afirmou ter apenas conhecido Johnson, acreditando tratar-se de um especialista contratado para opinar tecnicamente.
O processo envolve ainda discussões sobre financiamento jurídico e o papel de Johnson na condução da pesquisa. Burrows reconheceu apoio financeiro indireto, sem confirmar recebimento direto de recursos da ANL.
O caso permanece em curso, com audiência em andamento e novas revelações esperadas à medida que as partes apresentam evidências e constatações sobre a validade de documentos cruciais.
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