- O ex-primeiro-ministro Lionel Jospin morreu aos 88 anos no domingo, 22, conforme anúncio da família à AFP.
- Ele comandou o país como chefe de governo de 1997 a 2002 e foi primeiro-secretário do Partido Socialista em dois mandatos.
- Jospin ficou conhecido por defender a esquerda plural, promovendo medidas como jornada de 35 horas semanais, cobertura médica universal e contrato de união civil.
- Nas eleições presidenciais de 2002, não avançou ao segundo turno, numa conjuntura de ascensão da direita e da extrema direita.
- Depois de deixar a política, conduziu uma comissão de moralização da política durante o governo de François Hollande e integrou o Conselho Constitucional em 2014; colegas destacaram sua integridade e legado.
O ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin morreu aos 88 anos. A família confirmou o falecimento neste domingo, aos 22 de janeiro, informou à AFP nesta segunda-feira. Jospin governou a França entre 1997 e 2002, pelo Partido Socialista.
Durante seu mandato, organizou um governo de esquerda plural, reunindo socialistas, ecologistas e comunistas. Implementou a redução da jornada de trabalho para 35 horas, coberturas médicas universais e um contrato de união civil para uniões estáveis.
Jospin também ocupou o cargo de primeiro-secretário do Partido Socialista em duas ocasiões: 1981-1988 e 1995-1997. Concorreu à presidência da França em 1995 e 2002, sem sucesso em ambas as ocasiões.
Em 2002, seu segundo pleito presidencial terminou sem chegar ao segundo turno, disputado entre Jacques Chirac e Jean-Marie Le Pen. Com esse resultado, ele se afastou da vida política pública.
O ex-primeiro-ministro manteve atuação pública após o governo, coordenando uma comissão de moralização da política no mandato de François Hollande (2012-2017 e integrou o Conselho Constitucional em 2014.
Repercussões e homenagens
O primeiro-secretário do Partido Socialista, Olivier Faure, destacou que Jospin foi um modelo de retidão e um formador de gerações. Ele afirmou que Jospin permitiu que uma geração governasse, abrindo espaço para a seguinte.
Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa, recordou o mandato de Jospin como ministro de 2000 a 2002 e elogiou a presença intelectual do ex-primeiro-ministro, em mensagem publicada nas redes.
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