- Eleitores italianos rejeitaram a reforma do judiciário proposta pela primeira-ministra Giorgia Meloni, com 54,63% de votos pelo “Não” e 45,37% pelo “Sim”.
- O referendo ocorreu em duas etapas e buscava alterações que exigiriam emendas à constituição pós-fascista da Itália.
- O comparecimento foi recorde: 58,5%, segundo o Ministério do Interior.
- Analistas avaliam que a derrota pode pressionar a agenda de Meloni, dificultando a aprovação de uma nova lei eleitoral para favorecer a maioria da coalizão.
- A oposição pode ganhar impulso, já que grande parte dos partidos favoráveis ao “Não” se uniria para credenciar um espaço político mais sólido contra o governo.
A Itália votou contra a proposta de revisão do Judiciário defendida pela primeira-ministra Giorgia Meloni. O referendo ocorreu ao longo de dois dias, com 54,63% de votos pelo não e 45,37% pelo sim. O objetivo da reforma era reorganizar o sistema judiciário italiano.
A participação atingiu 58,5%, segundo o Ministério do Interior, superando previsões de abstenção. Analistas destacam que o resultado pode ferir a reputação de Meloni e dificultar a vitória do governo nas eleições gerais do próximo ano.
Resultados do referendo
Segundo Roberto D’Alimonte, professor de ciência política da Luiss, a participação alta surpreendeu e reforça a percepção de que o pleito teve peso político. A vitória do não tende a limitar a agenda do governo.
Implicações políticas
Analistas dizem que o revés dificulta o impulso do governo de aprovar uma reforma eleitoral que beneficiaria sua coalizão em 2027. Também pode reduzir o ímpeto pela eleição direta do premier, outra proposta constitucional.
Contexto estratégico
Desde 2022 no poder, Meloni manteve relação estável com líderes europeus e com Donald Trump. A derrota pode mudar o cálculo político da premiê e de aliados, influenciando o ritmo de políticas internas.
Cenário econômico e social
O resultado ocorre em meio a aumento de custos de vida, agravados por conflitos no Oriente Médio. A associação de Meloni com Trump é vista como controvertida por parcela expressiva da população, aumentando o escrutínio sobre o governo.
Reações políticas
O ex-primeiro-ministro Giuseppe Conte, líder do Movimento Cinco Estrelas, comemorou o resultado, afirmando que a vitória da constituição ganha relevância para a oposição. A coalizão enfrenta agora a necessidade de recalibrar estratégias.
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