- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endossou Viktor Orbán em vídeo durante a conferência CPAC em Budapeste, chamando-o de “fantástico”.
- Orbán enfrenta a campanha mais difícil desde que chegou ao poder, com pesquisas mostrando o rival Péter Magyar à frente em cerca de nove a 11 pontos percentuais para as eleições de doze de abril.
- O fim de semana reuniu líderes de direita europeia para o “Patriots’ Grand Assembly” em Budapeste, incluindo figuras de Vox, Chega, Ekre e Lei e Justiça.
- Orbán mantém posição firme em relação à União Europeia, com distanciamento de Bruxelas, ligação mais próxima com Moscou e oposição ao envio de armas a a Ucrânia.
- Um relatório do Washington Post afirmou que os serviços de inteligência russos teriam proposto um atentado contra Orbán para alavancar a campanha; o ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, classificou as alegações como teorias da conspiração.
Donald Trump endossou o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, que enfrenta a sua campanha eleitoral mais difícil em 16 anos, enquanto líderes da extrema direita europeia se reuniam em Budapeste para uma grande assembleia.
Em vídeo divulgado durante a conferência conservadora CPAC-Hungary, em Budapeste, Trump chamou Orbán de “cara fantástica” e elogiou sua defesa de fronteiras, cultura, soberania e valores. O ex-presidente também já apoiou Orbán nas redes sociais.
Orbán lidera em desvantagem nas pesquisas contra Péter Magyar e o partido Tisza – Respect and Freedom, de acordo com médias de votos que indicam vantagem de 9 a 11 pontos percentuais para Magyar na eleição de 12 de abril.
A reunião reuniu figuras de vários países, incluindo Santiago Abascal, André Ventura, Martin Helme e Mateusz Morawiecki. Na segunda-feira, Marine Le Pen, Matteo Salvini e Geert Wilders se somarão ao encontro, batizado de Patriciados Unidos.
O premiê húngaro tem posição crítica à UE, mantendo relação cordial com Moscou, recusando envio de armas a Kiev e afirmando que a Ucrânia não ingressará na União Europeia.
Políticos húngaros também enfrentam controvérsias sobre supostas ligações com Moscou. O primeiro-ministro polonês Donald Tusk comentou um relatório do Washington Post sobre tentativas de instigar Orbán para favorecer sua reeleição.
Szijjártó classificou as informações como teorias da conspiração e parte de uma campanha de difamação internacional para influenciar as eleições. As acusações reforçam o ambiente de desconfiança em torno de Budapeste.
Fontes próximas ao evento indicam que a expectativa de participação de outras figuras ainda pode mudar, com agenda de segunda-feira marcando discursos de vários líderes de direita na região.
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