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Trump dá ultimato de 48 horas a Irã para abrir Hormuz; 100 feridos em Israel

Trump dá prazo de 48 horas para reabrir o estreito de Hormuz, elevando a escalada militar após ataques que deixaram cerca de cem feridos em Israel

An Iranian woman wearing Iran’s national flag takes part in Eid al-Fitr prayers in Tehran.
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  • O presidente dos Estados Unidos ameaçou destruir usinas de energia do Irã se o estreito de Hormuz não for reaberto em quarenta e oito horas, sinalizando potencial escalada.
  • Barragens de mísseis iranianos feriram cerca de 100 pessoas no sul de Israel, atingindo as cidades de Arad e Dimona; a defesa aérea de Israel investiga a falha de interceptação.
  • A Agência Internacional de Energia Atômica afirmou não haver indicação de dano ao centro de pesquisa nuclear de Negev, próximo a Dimona.
  • Nas primeiras horas de domingo, o governo de Israel afirmou ter realizado ataques em Teerã; a Arábia Saudita informou detecção de três mísseis lançados rumo a Riad, com um interceptado.
  • O balanço de vítimas já ultrapassa 1,5 mil mortos no Irã, mais de 1 mil no Líbano, 15 em Israel e 13 militares dos EUA; milhões estão deslocados no Líbano e no Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, terminou o fim de semana com uma ameaça de escalada, ao dizer que pode devastar usinas de energia do Irã caso o estreito de Hormuz não seja reaberto integralmente em 48 horas. A declaração elevou as tensões na região, já sob clima de conflito entre EUA, Israel e aliados contra o Irã.

O Irã respondeu com um aviso de retaliação, anunciando que mirará infraestruturas de energia, tecnologia da informação e dessalinização nos Estados Unidos se suas instalações forem atacadas. O compartilhamento de informações entre governos intensificou o risco de novas ações militares na região.

No território israelense, o ataque de sábado deixou cerca de 100 feridos em cidades do sul, Arad e Dimona, após falha de defesa aérea interceptar parte dos mísseis disparados. O Exército de Israel investiga a falha de interceptação e o governo avalia os próximos passos.

Às primeiras horas de domingo, o Ministério da Defesa de Israel informou que realizou ataques em Teerã. Também foi anunciado que três mísseis foram lançados para Riad, na Arábia Saudita; um foi interceptado, enquanto dois atingiram área desabitada. A situação envolve ainda o uso de mísseis de longo alcance pela primeira vez desde o início do conflito, em fevereiro.

O Irã teria utilizado, no sábado, mísseis balísticos com alcance de cerca de 4.000 km contra a base militar dos EUA e do Reino Unido em Diego García, no Oceano Índico, conforme relatório da defesa israelense. A manobra marca a primeira ação de longo alcance desde o início do conflito.

Reino Unido condenou os ataques a Diego García, destacando uma posição divergente da dos EUA e de Israel e defendendo uma resolução rápida do conflito. O governo britânico afirmou apoiar ações defensivas diante das ameaças iranianas.

Além disso, uma explosão ocorreu perto de um cargueiro de grande porte ao largo dos Emirados Árabes Unidos, segundo o centro de operações de comércio marítimo britânico. Não houve confirmação imediata sobre danos ou vítimas.

Até o momento, o saldo divulgado por agências aponta para mais de 1.500 mortos no Irã, mais de 1.000 no Líbano, 15 em Israel e 13 militares dos EUA. Milhões de pessoas em Líbano e no Irã foram deslocadas, enquanto tensões e deslocamentos persistem na região.

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