- O Movimento Liberdade (GS) de Robert Golob venceu as eleições parlamentares da Eslovênia com 29 cadeiras e 28,5% dos votos.
- O Partido Democrático Esloveno (SDS), de Janez Janša, tem também 29 cadeiras e pode formar governo somando com Nova Eslovênia (9) e Democracia (6), total 44, além de Verdas, com cinco deputados, abrindo a possibilidade de apoio extra.
- Verdas entrou no parlamento com cinco deputados; o SD perdeu um representante e ficou com seis, enquanto o Levica repetiu cinco cadeiras.
- Janez Janša, de 67 anos, é ultranacionalista e já governou o país três vezes; sua volta pode reduzir o espaço do centro-esquerda na União Europeia e reforçar alianças com Viktor Orbán na Europa.
- A participação foi de 67,27%; a campanha foi marcada por ataques e polarização, em meio a debates sobre política externa e reformas internas.
O Movimento Liberdade (GS), liderado pelo primeiro-ministro Robert Golob, venceu as eleições parlamentares da Eslovênia com 29 cadeiras e 28,5% dos votos. Já o SDS, de Janez Janša, ultranacionalista, também conquistou 29 assentos, abrindo a possibilidade de disputa pela formação do governo. A diferença entre as duas forças foi decidida nos números, mas o resultado ainda permite coalizões variadas.
A coalizão de direita integrada pela Novo Eslovênia e pela Democracia, além de uma nova força populista, Veridade, soma 44 assentos, suficientes para formar governo com apoio ativo. Já o GS aparece como o maior bloco de centro-direita oposto, com o SDS mantendo relevância política significativa.
Entre os partidos menores, o SD, social-democrata, perdeu um mandato e fica com seis cadeiras, enquanto o Levica, de esquerda, repetiu cinco assentos. Veridade entrou no parlamento com cinco representantes, acrescentando uma força minoritária inesperada ao parlamento de 90 cadeiras. A composição atual sinaliza um cenário de negociação para a formação de governo nas próximas semanas.
Janez Janša, de 67 anos, é uma figura central na política eslovena, já governando em três ocasiões. Seu retorno ao poder pode alterar o equilíbrio entre o centro e a esquerda na União Europeia, além de influenciar as relações com a Hungria e o governo esloveno. Janša manteve postura firme ao apoiar a Ucrânia e demonstrou admiração por Donald Trump, ao longo de sua trajetória.
Golob, que liderou o governo anterior, atua em linha com uma agenda liberal e pró-Europa. O pleito foi marcado por uma campanha tensa e ataques entre as forças, com episódios de desinformação e ataques a instituições. A participação foi de 67,27%, quedando levemente abaixo do índice registrado há quatro anos.
Formação de governo e próximos passos
Analistas destacam que a polarização do país tem papel decisivo nas negociações para a composição de um governo estável. Observadores apontam que o peso de Veridade pode influenciar as conversas, dada a sua posição de novo ator no parlamento. A Brownianização da cena política deve se consolidar nas próximas semanas.
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