- O Irã afirmou que destruirá irreversivelmente infraestrutura vital na região se os EUA atacarem suas usinas de energia, tornando essas instalações alvos legítimos.
- O presidente dos EUA deu a Teerã 48 horas para abrir o estreito de Hormuz, sob ameaça de atingir as maiores usinas de energia do Irã primeiro.
- Na noite de sábado, mísseis iranianos atingiram duas cidades no sul de Israel, ferindo dezenas de pessoas e causando destruição.
- O ataque a Natanz foi apresentado como retaliação; Israel negou responsabilidade direta pelos ataques e não houve confirmação oficial sobre culpados.
- O estreito de Hormuz, vital para o fluxo global de petróleo, permanece fechado para navios considerados inimigos, contribuindo para a crise de energia e aumento de preços na região.
O Irã afirmou que destruirá de forma irreversível infraestrutura essencial em toda a região se os EUA atacarem seus sites de energia. A ameaça veio horas depois de o presidente dos EUA, em tom duro, exigir a abertura do estreito de Hormuz ou atacar plantas de energia iranianas.
Na prática, o Irã disse que infraestrutura vital e de energia na região se tornará alvo legítimo caso seja atingido, segundo declaração veiculada pela imprensa estatal. O porta-voz militar informou que ataques iranianos às instalações de energia iranianas provocariam retaliação em ativos energéticos dos EUA e de Israel na região, incluindo tecnologia da informação e desalinizadoras.
O estreito de Hormuz, ponto central para os fluxos de óleo, ficou sob pressão desde o fim de semana, quando o Irã intensificou ataques a Israel e aos estados do Golfo. O governo iraniano afirmou que planeja ações proporcionais em resposta a ataques a suas instalações estratégicas.
Desdobramentos militares
No sábado, o presidente dos EUA deu prazo de 48 horas para que o estreito seja aberto, sob a condição de não haver ataques a navios iranianos. A administração americana também avisou que, caso o prazo seja utilizado, começaria por as maiores usinas de energia iranianas.
Ali Mousavi, representante do Irã na Organização Marítima Internacional, disse que o estreito está aberto a todas as navegações, exceto para embarcações associadas a inimigos do país, com passagem mediante acordos de segurança com Teerã.
Impactos humanos e regionais
As ações iranianas resultaram no fechamento efetivo de parte do estreito, elevando preços de energia em várias praças globais e contribuindo para a crise energética mundial desde a escalada do conflito. Cerca de 2 mil mortes foram registradas desde o início dos ataques entre EUA, Israel e Irã.
Em Israel, sirenes de alerta soaram em cidades do sul durante a madrugada, com relatos de dezenas de feridos em Arad e Dimona. O Exército afirmou que não conseguiu interceptar todos os projéteis que atingiram as cidades próximas ao deserto de Negev.
Reações e contexto
O primeiro-ministro israelense mencionou que as Forças de Segurança atingiriam alvos estratégicos no Irã, incluindo a Guarda Revolucionária, em retaliação. Autoridades israelenses ressaltaram que a região vive um momento de tensão elevada entre as partes.
A Organização Mundial da Saúde classificou o conflito como de alto risco para a saúde pública e pediu contenção. Autoridades regionais continuam avaliando impactos logísticos e humanitários decorrentes dos confrontos.
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