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França realiza o 2º turno de acirradas eleições municipais

França realiza o segundo turno das eleições municipais, com foco em Paris e expectativa de avanço da ultradireita, em meio à crise política e abstenção alta

Eleições na França. Foto: Kenzo Tribouillard/AFP
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  • França realiza o segundo turno das eleições municipais, em meio a tensão entre partidos e crise política nacional.
  • Em Paris, o socialista Emmanuel Grégoire lidera o primeiro turno com 37,98%, seguido pela ex-ministra conservadora Rachida Dati com 25,46% e Sophia Chikirou com 11,72%.
  • Marine Le Pen é inelegível; Jordan Bardella lidera as pesquisas pela ultradireita para o cenário nacional, um ano antes das eleições de 2027.
  • Abstenção foi alta no primeiro turno; apenas 20,33% dos eleitores participaram nas primeiras horas deste domingo.
  • Os resultados finais devem sair a partir das 19h GMT (16h em Brasília); a votação ocorre em cerca de 1.500 municípios.

França realiza o segundo turno das eleições municipais, em um momento de tensão política e expectativa sobre o futuro cenário partidário. As votações ocorrem em milhares de cidades, incluindo Paris, Marselha, Toulon e Nice, com o objetivo de definir prefeitos frente ao bloco dominante no Parlamento. O pleito ocorre em meio a uma crise política que se arrasta desde as eleições legislativas de 2024.

A votação de domingo acontece 22 de outubro, com os eleitores voltando às urnas após o primeiro turno, que registrou alta abstenção. No total, cerca de 1.500 cidades no país decidem seus prefeitos neste segundo turno, em caráter regional e nacional, com foco especial nas disputas entre esquerda, centro-direita e extrema direita.

Em Paris, a disputa principal reúne o socialista Emmanuel Grégoire, apoiado por alianças de esquerda, ecologistas e comunistas, contra a ex-ministra conservadora Rachida Dati. Grégoire liderou no primeiro turno, com quase 38% dos votos, seguido por Dati, com pouco mais de 25%. Sophia Chikirou, da França Insubmissa, ficou em terceiro e não consolidou apoio suficiente.

A dinâmica em Paris envolve alianças que podem reconfigurar o quadro de poder. Grégoire recusou uma aliança com Chikirou, enquanto Dati recebeu apoio de um adversário da centro-direita. A retirada de uma candidata ultradireita elevou as chances de Dati para o segundo turno. O pleito parisiense também é observado como indicativo do equilíbrio entre os blocos de esquerda e direita em 2027.

Ao longo do país, as sondagens apontam para a possibilidade de avanços da ultradireita em cidades do sudeste, o que alimenta o debate sobre o mapa político de 2027, quando ocorrem as eleições presidenciais. O resultado final será uma leitura sobre o estado de espírito dos eleitores antes do pleito maior.

As primeiras projeções definitivas devem chegar após o fechamento das urnas, às 19h GMT (16h no horário de Brasília). A expectativa é de que os números mostrem em quais cidades a influência de cada bloco se confirma ou se reverte após o segundo turno.

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