- Irã lançou dois mísseis balísticos contra a base conjunta dos EUA e Reino Unido em Diego García, no Índico; um falhou, o outro possivelmente foi interceptado.
- Foi o primeiro uso operacional de mísseis balísticos de alcance intermediário pelo Irã, ampliando o alcance das ações para além do Oriente Médio.
- O ataque ocorre após Londres permitir o uso de suas bases para operações contra o Irã; Teerã havia advertido sobre riscos a vidas britânicas.
- Em resposta, os Estados Unidos bombardearam a planta de enriquecimento de urânio de Natanz; o Irã retaliou com mísseis contra a central nuclear de Dimona, em Israel, com feridos.
- A Agência Internacional de Energia Atômica disse que não houve aumento nos níveis de radiação; o conflito continua com tensões entre Irã, EUA e aliados.
Irã lançou dois mísseis balísticos contra Diego García, base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido no Oceano Índico, a quase 4.000 quilômetros de distância. Segundo a agência oficial Mehr, o ataque ocorreu na sexta-feira; um míssil falhou durante o voo e o outro pode ter sido interceptado por um destróier americano, conforme The Wall Street Journal.
O ataque marca uma escalada, ampliando o alcance dos mísseis iranianos para além do Oriente Médio. Analistas apontam que este pode ter sido o primeiro uso operacional de mísseis balísticos de alcance intermediário (IRBM) pelo país, estendendo o confronto para o Índico.
Diego García, ilha sob soberania britânica, abriga bases com presença de aeronaves e navios de guerra dos EUA. O suposto alcance ampliado e o uso de armas contra alvos fora da região reforçam a tensão entre Irã e potências ocidentais, em meio a disputas sobre a participação britânica e o uso de suas bases por parte de Washington.
Em retaliação, autoridades iranianas criticaram a permissão britânica para o uso de bases, afirmando que isso põe vidas em risco. O episódio ocorre em meio a ações militares dos EUA na região, incluindo ataques anteriores contra alvos no Irã e a planta de enriquecimento de urânio em Natanz.
A agência internacional de energia atômica informou que não houve aumento nos níveis de radiação após o bombardeio. O diretor Rafael Grossi solicitou contenção para evitar riscos nucleares. Em resposta, Teerã alegou que continuará movendo-se de acordo com seus interesses de defesa.
Enquanto isso, choques regionais persistem: o conflito envolve respostas de Israel a ações iranianas, com relatos de ataques à central nuclear de Dimona e pedidos de contenção por parte de autoridades internacionais. A situação permanece volátil, com cálculos de força, alianças e estratégias em jogo.
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