- O governo iraniano executou por enforcamento Saleh Mohammadi, de 19 anos, considerado lutador de wrestling, em uma prisão na cidade de Qom, nesta quinta-feira (19).
- Além dele, foram executados mais dois homens: Mehdi Ghasemi e Saeed Davoudi; no início chegaram a informar que a sentença seria em praça pública, o que não se confirmou.
- A condenação foi baseada na acusação de envolvimento na morte de um policial durante os protestos de novembro de 2025, enquadrada como “inimizade contra Deus” e alegação de atuação em favor de agentes estrangeiros.
- Mohammadi negou participação no crime, afirmando que estava na casa de um parente no momento, mas a Justiça manteve a sentença baseada em confissão inicial e depoimentos de testemunhas.
- Ativistas dizem que os três foram julgados a portas fechadas, sem garantias legais, com confissões obtidas sob tortura; a família e a comunidade esportiva ressaltam que Mohammadi não tinha histórico violento.
O governo iraniano executou por enforcamento o lutador de wrestling Saleh Mohammadi, de 19 anos. A pena ocorreu nesta quinta-feira 19, em uma prisão na cidade de Qom. A morte é ligada a acusações de ter participado de mortes de policiais durante protestos de novembro de 2025.
Segundo ativistas, Mohammadi foi julgado sem garantias legais, com confissões atribuídas sob tortura. A defesa afirma que o atleta estava em casa de parente no momento do suposto crime, fato desconsiderado pela Justiça.
Além de Mohammadi, foram executados Mehdi Ghasemi e Saeed Davoudi, segundo relatos de organizações de direitos humanos. Ofensiva inicial da imprensa estatal indicou praça pública, informação não confirmada pela justiça.
A condenação de Mohammadi baseou-se na acusação de inimizade contra Deus e na alegação de atuação como agente estrangeiro. Organizações citam que as confissões ocorreram sob coerção e que não houve julgamento externo robusto.
Mohammadi era apontado como promessa do wrestling iraniano, com participação em torneios nacionais e internacionais. Em 2024, conquistou bronze na Copa Saytiyev, realizada na Rússia.
Contexto e desdobramentos indicam milhares de mortes nos distúrbios vinculados aos protestos, conforme autoridades iranianas. Organizações independentes apontam números maiores, com grande parte das vítimas sendo manifestantes.
Contexto do caso
Ativistas defendem que o processo foi encerrado a portas fechadas, sem devido devido processo. Entidades esportivas afirmam que Mohammadi não possuía histórico de violência.
O governo classificou os protestos como motins fomentados por forças estrangeiras. Observadores reiteram violações de direitos humanos no país e ressaltam a atuação da repressão estatal.
As informações sobre o andamento do processo judicial e as circunstâncias da morte do policial continuam sem detalhes claros. Fontes independentes sinalizam insegurança na coleta de dados oficiais.
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