- Lula deixou o Brasil na noite de sexta-feira (20) rumo à Colômbia para participar da cúpula da Celac, que ocorre neste fim de semana.
- A comitiva brasileira inclui ministros e empresários; a cúpula reunirá chefes de Estado e governo, com Lula recebendo Gustavo Petro e outros líderes, entre eles Lacalle Pou e Ralph Gonsalves, além de cerca de vinte chanceleres.
- A declaração final deve reafirmar a América Latina e o Caribe como zona de paz e tratar do combate ao crime organizado com cooperação policial e compartilhamento de informações, priorizando rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e evitando ligações automáticas a terrorismo.
- Segundo interlocutores do Planalto, o Brasil vê a Celac como instrumento de proteção face à pressão dos Estados Unidos e pretende levar esse tema aos colegas para fortalecer a articulação regional e a autonomia frente a Donald Trump.
- A agenda também prevê um Fórum de Alto Nível entre Celac e África, com foco em cooperação Sul-Sul, reparação histórica e expansão de comércio, já que o comércio do Brasil com países africanos gira em torno de US$ 24 bilhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou na noite de sexta-feira (20) rumo à Colômbia, onde participa da CELAC, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. A viagem ocorre antes da COP15, marcada para Campo Grande (MS).
A comitiva brasileira inclui ministros e empresários. Lula participa da cúpula que começa no sábado (21) e é esperada a presença de chefes de Estado e governo da região. A programação prevê debates sobre cooperação regional e segurança.
Entre os temas em foco, está a reafirmação da América Latina e do Caribe como zona de paz e o combate ao crime organizado, com ênfase na cooperação policial e no compartilhamento de informações de inteligência. Também há proposta de evitar a associação automática entre crime organizado e terrorismo.
Integração regional
A CELAC reúne 33 países, com cerca de 650 milhões de habitantes. A região é destacada pelo papel agroalimentar e por uma matriz energética com ampla participação de fontes renováveis. A parceria com países vizinhos é defendida como comum de interesse.
Segundo interlocutores do Planalto, o objetivo é reforçar a autonomia regional diante de pressões externas e ampliar a articulação entre os países do bloco. O Brasil tem defendido o fortalecimento do comércio com vizinhos, incluindo a ampliação de fluxos comerciais.
Relação com a África
O encontro também prevê o fortalecimento de relações Sul-Sul com África, com foco em cooperação, reparação histórica e comércio. O embaixador Carlos Duarte aponta que a cooperação entre América Latina e África é uma prioridade da presidência colombiana da CELAC.
A agenda prevê ainda um Fórum de Alto Nível entre CELAC e África, buscando ampliar mecanismos de cooperação e diálogos diplomáticos para reduzir assimetrias regionais. O Brasil participa com a expectativa de ampliar sua participação regional.
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