- Cepeda afirma ser o único estratega de sua campanha e que o enfrentamento é contra Uribe, não contra Paloma Valencia ou Abelardo de la Espriella.
- Defende uma campanha austera, sem “política espetáculo”, e enfatiza a luta contra a grande corrupção como eixo fundamental.
- Anuncia a indígena Aida Quilcué como fórmula vicepresidencial, destacando o significado político e a simbolização, não apenas votos.
- Indica buscar alianças para vencer em primeira volta, destacando apoio de setores diversos além do Pacto Histórico.
- Aborda temas de política externa e segurança, criticando bombardeios e uso de glifosato, com abertura a negociações com o ELN e preservação da soberania frente aos Estados Unidos e à Venezuela.
Iván Cepeda, candidato presidencial da esquerda na Colômbia, defende a gestão do governo atual, mas afirma ser o único estrategista de sua campanha. Em entrevista exclusiva, ele diz que o enfrentamento não é com Paloma Valencia nem Abelardo de La Espriella, e sim com Uribe. Cepeda promete uma campanha austera, distante do “shows” político e mantém a confiança em seu próprio método estratégico.
O candidato recebeEL PAÍS em apartamento em Bogotá, destacando que não há espaço para ser copiado por terceiros. Reforça que não cederá a alianças com maquinarias e que não pretende responder a críticas apenas pela viralização. Cepeda afirma ter independência em relação ao presidente Petro, com quem admite manter conversas, mas sem revelar detalhes de agenda.
Estrutura e estratégia
Cepeda afirma que sua campanha tem um único estratega: ele mesmo. Enfatiza uma visão de país centrada na luta contra a corrupção como eixo definidor, destacando a necessidade de uma revolução ética na sociedade. Comentários sobre Aida Quilcué como vice-presidente são apresentados como símbolo de significado, não apenas de votos.
Ele aponta que busca vencer na primeira volta por meio de apoio de setores diversos que valorizam o governo atual, além de votos de aliados do Pacto Histórico. Questionado sobre adversários, classifica Paloma Valencia como ultraderecha disfarçada e reforça que o enfrentamento é com Uribe, não com as adversárias.
Reforma constitucional e paz
Sobre a constituição de 1991, Cepeda diz apoiar um diálogo para acordo nacional com reformas constitucionais, sem privilegiar mecanismos. Em relação à segurança, admite críticas aos métodos do governo, como bombardeios e uso de glifosato, mas não garante que não os adotaria no futuro sob as circunstâncias de um mandato.
Quanto à paz, afirma acreditar que não há fracasso na negociação e sinaliza possibilidade de retomar negociações com o ELN, caso surgam as condições adequadas. Recomenda continuar aprendizados da experiência com as FARC.
Saúde, política externa e eleições
Ao comentar o sistema de saúde, enfatiza que a crise resulta de uma arquitetura sob influência da corrupção e defende reforma com amplo diálogo e participação. Sobre política externa, ressalta que o governo manteve diálogo respeitoso com os Estados Unidos, evitando ruptura e defendendo soberania.
Cepeda aponta pressões externas e vigilância internacional contra sua candidatura, pedindo respeito à sua eleição e à do Pacto Histórico. Sobre Venezuela, mantém posição crítica a violações de direitos humanos, defendendo autonomia venezuelana e cooperação sem ruptura diplomática.
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