- O senador John Fetterman, de Pensilvânia, foi o único democrata a votar para avançar a nomeação de Markwayne Mullin, republicano de Oklahoma, para o cargo de secretária de Segurança Interna.
- Mullin já teve a nomeação avançada pelo comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado, para avaliação no plenário.
- A decisão gerou reação de colegas democratas, que disseram que Fetterman está agindo de forma contrária aos interesses de seus eleitores e chamaram o voto de favorável a Trump.
- Fetterman afirmou que votou com a mente aberta e ressaltou a necessidade de um líder no Departamento de Segurança Interna, citando divergências com democratas sobre financiamento do DHS.
- A confirmação de Mullin no Senado pode ocorrer na próxima semana, com seis democratas votando contra a medida devido a preocupações sobre alegações de incitação à violência.
John Fetterman, senador democrata da Pensilvânia, votou a favor de avançar a indicação do republicano Markwayne Mullin ao cargo de secretário de Segurança Interna, gerando reação furiosa dentro do próprio partido. Mullin busca suceder Kristi Noem no posto.
Fetterman foi o único democrata a votar com sete republicanos na comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais para levar a nomeação ao plenário. A decisão ocorreu na quinta-feira, ampliando a possibilidade de confirmação de Mullin na semana seguinte.
Reação entre lideranças e representantes de Pennsylvânia chegou rapidamente. Brendan Boyle chamou o voto de demonstração de por que Mullin seria o “favorito de Trump”. Pat Ryan afirmou que a ação demonstra que Fetterman não defende os eleitores da Pensilvânia.
Chrissy Houlahan, outra deputada da Pensilvânia, comentou em um town hall que prefere trabalhar com o lado republicano do que com o democrata. Em postagens nas redes, Fetterman citou que pediu a demissão de Noem e explicou ter votado afirmativamente com base numa relação de cooperação para a segurança nacional.
Fetterman justificou o voto como necessidade de manter o Departamento de Segurança Interna aberto e funcionando, argumentando que seu apoio a Mullin visa uma liderança que reative a cooperação entre as casas. Mullin, de Oklahoma, ainda enfrenta objeções de alguns democratas por alegações de incentivo à violência política.
O plenário pode confirmar Mullin na próxima semana. Nove membros do Senado, entre eles seis democratas, votaram contra a medida na comissão, citando preocupações sobre o histórico do indicado. Autores da oposição argumentam que a confirmação exigiria garantias adicionais de políticas de segurança.
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