- Em 2025, as mortes por terrorismo atingiram o menor nível em quase duas décadas, com 5.582 vítimas fatais, queda de 28% frente a 2024.
- O total de ataques foi de 2.944, uma redução de 22% em relação ao ano anterior.
- Paquistão passou a liderar a lista dos 10 países mais impactados, com foco de violência na fronteira com o Afeganistão; Colômbia voltou ao ranking pela primeira vez em doze anos.
- Na região ocidental, as mortes por ataques cresceram cerca de 280% em 2025, incluindo ataques em Bondi Beach, na Austrália, e em Nova Orleans, EUA.
- O relatório aponta risco de recuo temporário, mas alerta sobre possíveis recrudescimentos, sobretudo em cenários comInstabilidade geopolítica, núcleos de conflito regionais e uso de proxies e redes militantes.
O Global Terrorism Index (GTI) revelou em 2025 quedas históricas no número de vítimas de terrorismo, atingindo o menor patamar em quase 20 anos. O total de mortes foi de 5.582, uma queda de 28% em relação a 2024.
O relatório afirma que houve menos ataques letais e que conflitos em alguns territórios contribuíram para esse recuo. Ainda assim, observa riscos potenciais diante de mudanças geopolíticas, que podem favorecer novas ondas de violência.
Ao mesmo tempo, o GTI aponta mudanças no ranking dos países mais afetados e destaca mudanças na geografia do terrorismo global. Países do Sahel permanecem entre os mais impactados e surgem novas concentrações de violência em outras regiões.
Novo mapa de impactos
O Paquistão passou a liderar pela primeira vez a lista dos 10 países mais atingidos por atos terroristas, impulsionado por ataques letais na fronteira com o Afeganistão, atribuídos a grupos insurgentes. Países do Sahel ocupam posições próximas.
A Colômbia voltou ao ranking pela primeira vez em 12 anos, acompanhando o desafio de disputas territoriais envolvendo grupos armados ilegais. Outros países na lista incluem Síria, Somália, República Democrática do Congo e Níger.
Contexto e sinais de alerta
O estudo ressalta que, apesar da queda global, há riscos de elevação de ataques com o agravamento de tensões regionais. Grupos como Hamás, Hezbollah e hutíes são citados como potenciais alavancadores de violência em cenários instáveis.
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