- A jornalista Estefany Rodríguez, nascida na Colômbia e que cobre imigração para Nashville Noticias, foi libertada após 15 dias de detenção em um centro na Louisiana, mediante fiança de 10 mil dólares.
- Rodríguez foi detida em Nashville no dia 4 de março e permaneceu uma semana em uma prisão de condado no Alabama antes de ser transferida, segundo os advogados, sem mandado.
- A defesa afirma que a detenção ocorreu sem mandado, enquanto autoridades alegam que a prisão foi consequência de o visto de turista ter expirado em 2021; a jornalista havia solicitado visto de asilo e residência permanente após casamento com cidadão americano.
- Durante a detenção, a jornalista ficou isolada por cinco dias, teve contato restrito com advogados e relatou agressões durante a revista de higiene, segundo documentos judiciais.
- A libertação ocorreu após o tribunal conceder a fiança de 10 mil dólares; defensores e organizações internacionais de imprensa destacaram preocupação com o tratamento e com o possível direcionamento devido ao trabalho jornalístico.
Estefany Rodríguez, jornalista colombiana que atua na Nashville Noticias, foi detida pelo ICE no dia 4 de março em Nashville. Ela ficou 15 dias sob custódia, com transferências para Alabama e, por fim, um centro de detenção na Louisiana, onde aguardou sua audiência de fiança.
Os advogados afirmam que a detenção ocorreu sem mandado, enquanto autoridades do governo sustentam que a prisão decorreu da expiração de seu visto turístico em 2021. Rodríguez trabalha com temas de imigração e já vinha cobrindo operações de ICE.
Durante a detenção, a jornalista permaneceu isolada por cinco dias, com denúncias de maus-tratos em que os oficiais teriam usado líquido de limpeza durante uma revista, provocando irritação nos olhos. Ela também não pôde contatar seus advogados por vários dias.
Rodríguez teve acesso aos seus representantes legais apenas após dez dias presos. A defesa informou que a liberação ocorreu mediante a imposição de uma fiança de 10 mil dólares, fixada por um juiz.
A prisão da jornalista provocou críticas de organizações dedicadas à liberdade de imprensa e à imigração, que acompanham o caso como precedente de tratamento de profissionais que cobrem ICE. Os advogados destacam que a profissional já cobrira operações da agência, o que, segundo eles, pode ter motivação ligada ao seu trabalho.
O caso também mobilizou entidades internacionais, que pedem esclarecimentos e garantias de devido processo. O CPJ e outras organizações ressaltaram a importância de proteger jornalistas que cobrem políticas migratórias e órgãos de fiscalização federal.
Estefany Rodríguez nasceu na Colômbia, chegou aos EUA há cinco anos com autorização de trabalho válida e solicitou asilo, citando ameaças relacionadas ao seu trabalho. Ela também pediu residência permanente após casarem-se com um cidadão americano.
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