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Guerra no Oriente Médio atinge instalações de produção de gás e petróleo

Ataques iranianos atingem o maior campo de LNG no Catar, elevando preços do petróleo e gerando temores de crise energética global

O complexo industrial de Ras Laffan, no Catar, em foto de 2017; o local foi atingido em ataque do Irã, que respondeu a bombardeios israelenses em infraestruturas energéticas de seu país – foto: Karim Jaafar/AFP
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  • Em retaliação aos ataques ao Irã, o país atingiu a área de Ras Laffan, no Catar, derrubando “danos consideráveis” na maior instalação de gás natural liquefeito do mundo, o que elevou temores de crise energética global.
  • O ataque ocorreu após Israel bombardear o campo de gás South Pars-North Dome, compartilhado com o Irã, afetando o maior campo de gás da região.
  • Preços do petróleo subiram: Brent a 118,03 dólares o barril e WTI a 98,81 dólares, com alta de até quase 10% no início da manhã brasileira.
  • Além do Catar, as ações iranianas envolveram a refinaria Samref, na Arábia Saudita, e as refinarias Mina Abdullah e Mina Al Ahmadi, no Kuwait, com incêndios controlados sem vítimas reportadas.
  • No âmbito diplomático e militar, o Estreito de Ormuz continua sob ameaça de bloqueio, com propostas de taxas para navios que utilizem a passagem; EUA, França e outros países pedem contenção e vias de negociação.

O Irã ampliou respostas a ataques contra o seu território, mirando instalações de hidrocarbonetos no Golfo. Em resposta, Israel bombardeou o campo de gás South Pars-North Dome, no Irã, enquanto o Catar sofreu ataques no principal complexo de GNL em Ras Laffan. O objetivo parece ser pressionar infraestruturas críticas.

O Catar relatou danos consideráveis na madrugada de quinta-feira ao campo de Ras Laffan, maior complexo de GNL do mundo. Incêndios foram contidos, não houve vítimas, segundo o Ministério do Interior do Catar e a QatarEnergy. O país é o segundo maior exportador de GNL.

No mesmo dia, ataques atingiram duas refinarias no Kuwait, Mina Abdullah e Mina Al Ahmadi, segundo a Kuwait National Petroleum Company. As chamas foram controladas e não houve relatos de feridos. Antevendo consequências, o Oriente Médio entrou em alerta.

Desdobramentos regionais

A ofensiva envolve ataques a diversas fases da cadeia de produção, transporte e exportação de petróleo e gás, não apenas a armazenamento. O Brent atingiu 118,03 dólares e o WTI teve alta acima de 2%, refletindo temores de interrupções globais.

O but de evitar bloqueio de áreas estratégicas continua em foco, com o Estreito de Ormuz em evidência. Deputados iranianos discutem impor taxas de passagem para navios, para defender interesses nacionais.

Reações internacionais

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu em rede social que Israel não fará novos ataques ao campo de South Pars, a menos que o Irã ataque o Catar. A França alertou para uma escalada imprudente na região, em visão do presidente Macron.

A Arábia Saudita afirmou que reserva o direito de responder a ataques no território saudita. A ONU e a Organização Marítima Internacional avaliam medidas para manter corredores seguros para navios na região.

Cenário humano e estratégico

Até o momento, as autoridades do Catar detalham danos a infraestruturas civis sem registro de vítimas. No Irã e no Líbano, conflitos continuam, elevando o custo humano e a tensão regional. O mercado global de energia permanece sob pressão, com incertezas sobre o abastecimento.

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