- A eleição na Eslovênia, com 90 assentos no parlamento, enfrenta uma disputa entre o Partido Democrático Esloveno (SDS) de Jansa e o Movimento pela Liberdade (GS) de Golob, sem o claro favorito à maioria.
- O resultado pode depender de parceiros de coalizão menores, já que nenhuma força parece apta a obter maioria sozinha.
- Golob manteve uma agenda pró-Dama Palestina e impôs embargo de armas a Israel; Jansa promete reformas fiscais a empresas e cortes no financiamento à sociedade civil, bem como à mídia.
- A campanha é marcada por alegações de interferência estrangeira, incluindo vídeos anônimos sobre corrupção e suposto encontro de Jansa com assessores de Black Cube, empresa de espionagem israelense, que ele nega.
- Países europeus, incluindo a França, comentaram sobre possíveis interferências, e há relatos de vandalismo em cartazes de GS, alimentando o tom tenso do pleito.
O pleito na Eslovênia define a disputa entre o liberalismo e a direita populista. As eleições ocorrem para renovar o Parlamento de 90 cadeiras, com expectativas de composição de maioria improvável para qualquer bloco. O resultado pode depender de apoios de partidos menores da coalizão.
Entre os candidatos, o PM Golob, do Movimento pela Liberdade (GS), defende continuidade de políticas pró-EU e pró-NATO, além de avanços em serviços públicos. Seu rival Jansa, líder do Partido Democrático Esloveno (SDS), promete reduzir encargos para empresas e cortar financiamentos a setores como sociedade civil, bem-estar social e mídia.
As pesquisas variam, mas indicam disputa acirrada sem maioria clara. Golob tenta manter o equilíbrio entre reformas e preservação de programas sociais, enquanto Jansa enfatiza estímulos econômicos e alinhamento estratégico com aliados europeus de linha conservadora.
A campanha também enfrenta dúvidas sobre interferência externa. Surgiram relatos de reuniões entre assessores de Jansa e uma empresa de espionagem privada israelense, Black Cube, que levantaram temores de interferência estrangeira. Jansa reconhece encontro, mas nega irregularidades; Golob afirma ter discutido o assunto com outros líderes europeus.
Franceses, alemães e outros chefes de Estado já comentaram o tema. Macron apontou preocupações com interferência de terceiros antes das eleições eslovenas, defendendo maior proteção às democracias. Golob e aliados reivindicam vigilância contínua contra desinformação.
No terreno, a campanha também teve episódios controversos, como denúncias de irregularidades em materiais de campanha. Golob diz ter presenciado ataques contra a imagem do GS, e apoiadores relatam boatos que podem desmobilizar eleitores. Pesquisas indicam que o desgaste pode influenciar a mobilização.
Especialistas ressaltam que o resultado pode redefinir a agenda interna e externa da Eslovênia, incluindo postura diante da UE e da OTAN. Observadores destacam que a votação dependerá, em parte, do desempenho de coalizões menores e da adesão da população aos temas apresentados pelos candidatos.
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