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Turcos protestam em apoio ao rival preso de Erdogan um ano após a prisão

Milhares reunidos em Istambul em apoio ao prefeito Ekrem Imamoglu, preso sob investigação de corrupção, em véspera de eleições e em meio a repressão ao CHP

Istanbul Mayor Ekrem Imamoglu poses during an interview with Reuters in Istanbul
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  • Milhares de turcos se reuniram no centro de Istambul, em apoio ao prefeito preso Ekrem Imamoglu, um ano após sua detenção por acusações de corrupção.
  • O ato foi promovido pelo Partido Popular Republicano (CHP), principal oposição, em meio à ofensiva judicial que atinge a legenda desde o fim de 2024.
  • Imamoglu, candidato presidencial da CHP, está em julgamento por corrupção, o que pode comprometer suas chances de suceder o presidente Tayyip Erdogan.
  • O líder da CHP, Ozgur Ozel, disse que acredita que Erdogan quer retirar Imamoglu das eleições, mas que o partido não recuará, citando apoio de cerca de 15 milhões de pessoas.
  • O governo nega interferência política e afirma que os tribunais são independentes; organizações de direitos humanos criticam a erosão da independência do Judiciário na Turquia.

Milhares de turcos se reuniram nesta quarta-feira no centro de Istambul para acompanhar um ato de apoio ao prefeito afastado Ekrem İmamoğlu, preso há um ano em meio a acusações de corrupção. O protesto ocorreu no contexto de um acentuado aperto judicial contra o principal partido de oposição, o CHP.

A marcha foi conduzida pelo próprio CHP, que também sofre críticas por ter seus líderes pressionados pelo governo. Manifestantes ergueram faixas vermelhas com símbolos partidários e bandeiras turcas, em acompanhamento aos relatos de imprensa sobre o ambiente político tenso no país.

Apoiadores clamaram por direitos, lei e justiça durante o ato junto à prefeitura de Istambul, onde İmamoğlu era chefe do município antes de ser preso. A campanha de mobilização ocorre um ano após o início do processo contra ele.

Contexto político

O CHP, principal força de oposição, enfrenta uma série de ações judiciais consideradas sem precedentes desde o fim de 2024. A detenção de líderes oposicionistas tem sido reconhecida por críticos como instrumento de pressão política.

İmamoğlu, de 55 anos, nega as acusações de liderar uma organização criminosa envolvida em licitações e suborno. Seus apoiadores veem o caso como parte de um esforço para impedir que ele concorra à presidência.

O governo de Erdogan nega qualquer interferência política e sustenta que os tribunais atuam de forma independente. Não houve comentários oficiais sobre o aniversário da prisão até o fechamento desta edição.

Perspectivas eleitorais

Pesquisas indicam que İmamoğlu permanece competitivo contra Erdogan em cenários de eleições presidenciais. A disputa parlamentar, prevista para ocorrer junto com a eleição presidencial, mostra um duelo entre CHP e AKP, partido de Erdogan.

Ozel afirmou que, apesar da pressão esperada, o CHP não desistirá da candidatura de İmamoğlu. Ele também destacou apoio de milhões de eleitores à projeto político do ex-prefeito de Istambul.

Caso eleito, o CHP defende o fortalecimento do estado de direito, retomada das conversações de adesão à União Europeia e uma linha econômica social-democrata. O partido descreve o pleito como escolha entre democracia e autocracia.

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