- O comitê de inteligência do Senado realiza audiência pública anual sobre ameaças globais, centrada na guerra no Irã, quase três semanas após o início do conflito.
- Deputados de ambos os partidos cobram mais informações sobre a condução da guerra, que já deixou milhares de mortos e afetou mercados.
- O depoimento deve incluir o Diretor de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, e o Diretor da CIA, John Ratcliffe, além de abordar a renúncia de Joe Kent, chefe do Centro Nacional de Contra-terrorismo.
- Kent afirmou não conseguir apoiar a continuidade da guerra, alegando pressão de Israel; a Casa Branca contestou as alegações.
- Enquanto o Senado diverge, o republicano Tom Cotton elogia a campanha como bem-sucedida, e o democrata Mark Warner classifica o conflito como “guerra por escolha”.
Nos Estados Unidos, senadores poderão questionar na pauta pública auxiliares do presidente Donald Trump sobre segurança nacional, quase três semanas após o início da guerra com o Irã. O comitê de Inteligência do Senado realiza a audiência anual sobre ameaças globais.
O foco provável é o conflito no Oriente Médio iniciado em 28 de fevereiro. Parlamentares de ambos os partidos buscam mais informações sobre custos, impactos econômicos e operacionais da intervenção.
Os participantes esperados incluem o diretor de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, e o diretor da CIA, John Ratcliffe. A sessão ocorre em Washington, com a presença de deputados e senadores.
Em meio ao debate, destaca-se a renúncia de Joe Kent, chefe do Centro Nacional de Contrterrorismo, apontada como o primeiro alto funcionário a deixar o governo por causa do conflito. Kent era próximo de Gabbard.
Kent publicou uma carta nas redes sociais citando oposição à continuidade da guerra, alegando que não havia ameaça imminente e criticando influência externa para justificar o embate. O governo rejeitou as afirmações.
Entre os últimos dias, o senador Tom Cotton defendeu a operação, afirmando que a campanha é bem planejada e visa enfraquecer o regime iraniano. Questiona-se se o plano atende aos objetivos anunciados pela administração.
O senador Mark Warner, vice-presidente do comitê, classificou o conflito como uma guerra de escolha. Ele disse não haver ameaça imediata aos EUA e ressaltou divergências sobre a percepção de risco regional.
A Casa Branca reiterou que as informações oficiais não foram distorcidas e que o governo permanece informado sobre o desenrolar da intervenção. Em paralelo, a audiência seguinte sobre ameaças globais está prevista para ocorrer na Câmara.
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