- A deputada republicana Nancy Mace foi acusada pela Casa Branca de atrapalhar as evacuações de americanos no Oriente Médio ao tentar realizar missões de resgate por conta própria, sem informar o Departamento de Estado.
- Mace manteve negociações com autoridades da Arábia Saudita para facilitar saídas de cidadãos americanos e pediu ao secretário de Estado Marco Rubio a autorização de uma missão com avião comercial saudita para transportar 300 pessoas.
- Em uma carta de 16 de março, a deputada afirmou ter feito o trabalho diplomático e garantido o compromisso, buscando apoio direto para a operação.
- A parlamentar, que concorre ao governo da Carolina do Sul, teria incentivado grupos de americanos a se transferirem para a Jordânia sem um plano claro de próximo destino, levando o Estado a enviar uma aeronave para resgatar o grupo.
- O governo tem mantido que as evacuações seguem sob coordenação oficial, com operações de fretamento já realizadas e acordos, como o com a El Al, para transporte de cidadãos norte-americanos ou residentes permanentes a Nova York, a partir de Tel aviv.
Nancy Mace, congresswoman republicana, está no centro de atritos com a Casa Branca por ações independentes de resgate no Oriente Médio. Segundo pessoas próximas, ela negociou com governos estrangeiros sem informar o Departamento de Estado, que coordena evacuações.
A irritação aumentou após viagens da parlamentar para tentar retirar cidadãos americanos, incluindo contatos com autoridades da região para facilitar saídas, sem alinhamento prévio com a gestão de Biden. As autoridades reclamam de duplicação de esforços.
Mace escreveu ao secretário de Estado Marco Rubio, em 16 de março, pedindo autorização para uma missão com aeronave saudita para transportar 300 pessoas. A comunicação foi feita sem avaliação formal da administração.
Envolvimento com a Arábia Saudita
Relatos indicam que a congressista solicitou, de forma unilateral, apoio de autoridades sauditas para partidas de americanos, antes de consultar o departamento competente. A ação gerou críticas internas sobre coordenação de evacuações.
Separadamente, Mace, que disputa a cadeira de governadora da Carolina do Sul, incentivou um grupo de americanos a deixar uma região de alto risco em direção à Jordânia, sem plano claro de continuidade. A medida levou a atuação de uma aeronave do Estado para resgatar o grupo.
Reação do governo e desdobramentos
Funcionários da Casa Branca afirmam que ações independentes dificultam um processo já complexo. Um porta-voz afirmou que congressistas devem colaborar com a administração, e não explorar a situação por ganho político.
O Departamento de Estado não se pronunciou formalmente sobre o assunto. A situação ocorre em meio a críticas sobre a velocidade de evacuação e à continuidade de operações com voos fretados.
Situação no terreno e próximos passos
Desde o início do conflito, o Irã lançou mísseis e drones contra vizinhos, levando alguns países a fechar espaço aéreo e aeroportos. O Departamento de Estado tem operado evacuações por fretamento, com dezenas de voos realizados.
A operação de repatriação segue, com o uso de voos fretados para atender solicitações de cidadãos americanos, incluindo rotas que passam por países com forte presença consular. A cooperação entre governos permanece central.
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