- Líderes da União Europeia devem pressionar o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, para destravar o empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia.
- Orban bloqueou a implementação do empréstimo, citando disputa sobre um gasoduto danificado pela guerra, apesar de acordo firmado em dezembro.
- O gasoduto Druzhba, que transporta petróleo russo pela Ucrânia para a Hungria e a Eslováquia, foi atingido em janeiro; a Hungria diz estar pronta para operar o gasoduto.
- Na cúpula em Bruxelas, espera-se que os líderes apontem para acordo com Zelenskiy para consertar o gasoduto com ajuda técnica e financiamento da UE, e exijam a retirada da oposição de Orban ao empréstimo.
- Oposição de Orban ao empréstimo acende críticas à credibilidade do Conselho Europeu, com Kyiv próximo de ficar sem recursos; Orban já mostrou posição firme, sinalizando que “sem entregas de petróleo, sem dinheiro”.
Na véspera de uma cútura reunião, líderes da União Europeia vão pressionar o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán para retirar o bloqueio a um empréstimo de 90 bilhões de euros destinado à Ucrânia. A decisão foi tomada pelos 27, que já tinham aprovado o crédito em dezembro.
Orbán tem feito críticas ao projeto desde então, citando uma disputa sobre um gasoduto danificado na guerra. Hungria sustenta que não pode desbloquear o financiamento enquanto a questão do oleoduto não for resolvida, mesmo mantendo relações cordiais com a Rússia.
A Druzhba, oleoduto que transporta petróleo russo para Hungria e Eslováquia, sofreu danos em ataque russo em janeiro. Kiev afirma que a reparação levará tempo, enquanto Budapeste diz que está pronto para operar já.
Pressão e cenário político
Durante a cúpula em Bruxelas, outros líderes devem ressaltar um acordo com Zelenskiy para reconstruir o oleoduto com apoio técnico e financeiro da UE, e insistir na retirada do veto húngaro ao empréstimo.
A contrariedade de Orbán gerou irritação entre aliados da UE, pois o atraso pode deixar Kyiv sem fundos nas próximas semanas e questiona a credibilidade do Conselho Europeu, segundo diplomatas. Orbán mantém posição firme.
Diplomatas dizem que Orbán chegaram a obter exceções de custo do crédito para Hungria, República Tcheca e Eslováquia. Em rede social, o premier escreveu que sem entregas de petróleo não haverá dinheiro, sinalizando continuidade da posição.
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