- O chanceler Mauro Vieira negou a existência de qualquer base chinesa no Brasil com potencial uso militar.
- Vieira foi convocado pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara para esclarecer os questionamentos, também comparecendo ao Senado.
- O ministro disse que conteúdos sobre a base estão descontextualizados e distorcidos, após divulgação de relatório do Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês.
- O relatório cita a chamada Tucano Ground Station, associando-a a interesses chineses, e aponta parceria entre Alya Nanosatellites e Beijing Tianlian Space Technology firmada em 2020.
- Vieira afirmou que o documento coloca Brasil e Caribe como áreas de influência dos EUA, destacando que não há comprovação pública de uso militar da base no Brasil.
O chanceler Mauro Vieira negou hoje a existência de qualquer base chinesa com potencial uso militar no Brasil. A afirmação foi feita durante participação em comissão da Câmara dos Deputados, após questionamentos sobre o tema. Vieira também esteve no Senado para esclarecer os mesmos pontos.
Segundo o ministro, conteúdos divulgados sobre o tema foram descontextualizados e distorcidos. A discussão ganhou força após relatório de um comitê seletivo do Congresso dos EUA, que cita instalações na América Latina vinculadas à China. No documento, o Brasil é citado, entre outros países, sem evidência pública de uso militar.
A denúncia envolve a chamada Tucano Ground Station, descrita no relatório como parceria sino-brasileira iniciada em 2020. A base seria resultado de acordo entre Alya Nanosatellites, empresa brasileira, e Beijing Tianlian Space Technology, chinesa. Vieira reiterou que não há construção, contrato ou infraestrutura associada.
Ao apresentar o tema, o chanceler afirmou que o Brasil e o Caribe não avançam como áreas de influência dos EUA, mas que as alegações carecem de comprovação. Ele disse que as ilações não passam de desinformação baseada em suspeitas infundadas, destacando a natureza civil e comercial das instalações.
Participação e ausências
Dois dos três autores do requerimento para a convocação não estiveram presentes na sessão. Os deputados Gustavo Gayer e Hélio Lopes, ligados ao bolsonarismo, não acompanharam a oitiva. Gayer havia protocolado o pedido de esclarecimentos para o ministro.
Contexto técnico e institucional
Antes da declaração de Vieira, não havia evidência pública de uso militar da base no Brasil. O relatório consultado cita capacidades técnicas e vínculos com o setor espacial chinês, que opera sob políticas de integração civil-militar. A defesa brasileira sustenta que as informações não justificam as acusações.
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