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Trump afirma que EUA não precisam da OTAN após recusa sobre Estreito de Hormuz

Crise no Oriente Médio aumenta; aliados recusam cooperação com os EUA sobre o estreito de Hormuz, elevando tensões e o preço do petróleo

Flames appear to engulf a structure inside the compound of the US embassy in Baghdad, Iraq, in the early hours of Tuesday.
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  • Donald Trump afirmou que os EUA não precisam da OTAN após vários membros se recusarem a apoiar uma força naval multinacional para reabrir o estreito de Hormuz.
  • O presidente chamou a rejeição de um “erro muito tolo” e disse que “todos concordam com a gente, mas não querem ajudar”.
  • Trump disse que, segundo ele, a Europa deveria ter enviado minesweepers e criticou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela mudança no relacionamento entre EUA e Reino Unido.
  • Vários aliados dos EUA questionaram a lógica da guerra contra o Irã, em meio a ataques iranianos a embarcações no estreito e à alta do preço do petróleo.
  • O petróleo passou de US$ 100 por barril, e aumentos de preço global poderão pressionar a inflação.

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não precisam da Otan após receber recusa de aliados em um apelo por força naval multinacional para reabrir o estreito de Hormuz, bloqueado pelo Irã. O comentário foi feito a repórteres no Salão Oval.

Segundo o presidente, a recusa foi um erro muito tolo e destacou que muitos concordam, mas não querem ajudar. Trump disse ainda que a Europa deveria enviar mergulhadores de varredura de minas para auxiliar na operação no estreito, descrevendo a situação como injusta para os EUA.

Em tom duro, o presidente citou a saída da premiê britânica fictícia, Keir Starmer, dizendo estar decepcionado com a relação entre os dois países. Starmer havia dito que o Reino Unido defenderia aliados, mas não seria arrastado para um conflito mais amplo.

Cenário militar e diplomático

Diversos aliados dos EUA questionaram a lógica de Washington sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que já entra na terceira semana. Trump também criticou Japão, Austrália e Coreia do Sul por não enviarem navios de guerra, segundo publicações do presidente nas redes sociais.

Pelo lado iraniano, o estreito de Hormuz manteve interrupções no fluxo de petróleo, elevando os preços internacionais. Informações de agências indicam que o Irã não pretende permitir o envio de petróleo a seus inimigos, agravando a dependência de rotas alternativas.

Desenvolvimentos regionais

No Golfo, o Irã lançou novos ataques a navios mercantes e houve registro de interrupções no espaço aéreo de várias nações do Golfo, como os Emirados Árabes, que relataram situações de ameaça com mísseis e drones. Em Bagdá, houve ataques com drones e disparos de foguetes perto da embaixada dos EUA.

Fontes de veículos de imprensa indicam que autoridades israelenses teriam informado diplomatas norte-americanos sobre repressões a protestos iranianos, em meio a uma expectativa de descontentamento público no Irã. O tema segue em observação internacional diante do acirramento da crise.

Em relações comerciais, o Irã estuda facilitar a passagem de navios pelo estreito de Hormuz, após acordo com autoridades iraquianas, enquanto o Iraque avança em tratativas para permitir a livre circulação de embarcações na rota.

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