- A região Sud-Oeste da Somália disse, nesta terça-feira, que suspende toda cooperação e relações com o governo central em Mogadíscio.
- Autoridades locais acusam o governo federal de armar milícias e de tentar destituir o presidente do Sud-Oeste, Abdiaziz Hassan Mohamed Laftagareen.
- Os ministros da defesa e da informação do governo central não responderam a pedidos de comentário da Reuters.
- A disputa envolve alterações constitucionais, eleições e a divisão de poder entre Mogadíscio e as administrações regionais.
- Voos comerciais entre Mogadíscio e Baidoa foram interrompidos, enquanto voos humanitários, incluindo operações da ONU, continuam.
Somalia’s South West state anunciou nesta terça-feira a suspensão de todas as cooperações e relações com o governo federal de Mogadishu, marcando mais uma fase de tensão no sistema federal do país.
Em nota aos meios de comunicação, autoridades da South West acusaram o governo central de armar milícias e tentar destituir o presidente regional, Abdiaziz Hassan Mohamed Laftagareen. Não houve resposta direta dos ministros da defesa e da informação, segundo a agência Reuters.
A prefeitura regional afirma que o enfraquecimento das relações ocorreu após o Ministério do Interior aprovar alterações constitucionais consideradas controversas por alguns líderes estaduais. A situação amplia a crise entre Mogadishu e administrações regionais.
Impactos operacionais
Agências de viagem relataram interrupção de voos comerciais entre Mogadishu e Baidoa, capital administrativa da South West. Voos humanitários, incluindo operações da ONU, seguem em funcionamento. Baidoa fica a cerca de 245 km de Mogadishu e abriga tropas federais, forças de segurança regionais e operações humanitárias.
A tensão envolve ainda outras regiões autônomas, com históricas disputas por reconhecimento e pela balança de poder entre o governo central e administrações locais. Em semanas recentes, episódios similares de ruptura já ocorreram com Jubbaland e com outras entidades regionais.
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