- Cristãos de uma igreja inundada na Beira, Moçambique, continuam a adorar a Deus dentro d’água, mesmo com a igreja tomada pela chuva.
- Pastor e missionário Gabriel José acompanhou o grupo e mostrou as condições de culto; a água chegava ao tornozelo na porta da igreja.
- A congregação descreve dificuldades contínuas, inclusive para ações sociais e alimentação de crianças, devido às enchentes.
- O vídeo e as relatos chamaram atenção nas redes sociais, com internautas destacando a dedicação dos fiéis e pedindo orações.
- Segundo a ONU, Moçambique enfrenta uma das piores enchentes do século, com mais de 120 mortos, até 800 mil pessoas afetadas e cerca de 392 mil deslocadas; o país também enfrenta tensão no norte.
Em meio às fortes chuvas que provocaram enchentes em Moçambique, cristãos de uma igreja na cidade da Beira continuaram a adorar a Deus dentro d’água. A congregação ficou inundada, mas não houve interrupção nos cultos, conforme relato de um missionário que acompanha várias igrejas no país.
Gabriel José, pastor moçambicano, visitou a igreja e mostrou as condições do espaço, feito de madeira com acabamento em plástico. A água atingia o tornozelo na entrada, mas o grupo insistiu na programação religiosa, destacando a fé mesmo diante das adversidades.
Segundo ele, as chuvas têm afetado não apenas os cultos, mas também ações sociais, principalmente o apoio a crianças. O pastor afirmou que, em alguns momentos, há dificuldade para alimentar as crianças por falta de local adequado para acolhimento.
Mesmo com os impactos, os cultos seguem, realizados sob condições desafiadoras, com homens, mulheres e crianças reunidos. Nas redes sociais, internautas elogiaram a perseverança e pediram orações pelos fiéis locais.
Situação humanitária e contexto
De acordo com a ONU, Moçambique enfrenta uma das piores enchentes do século desde janeiro, com mais de 120 mortes e até 800 mil pessoas afetadas. Milhares estão sendo resgatadas conforme as águas avançam.
A ACNUR aponta que as enchentes deslocaram cerca de 392 mil pessoas, agravando a crise em um país já pressionado por conflitos no norte. O deslocamento aumenta a necessidade de ajuda humanitária e abrigo seguro para as famílias.
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