- Tucker Carlson afirma em vídeo que pode enfrentar acusações criminais por “atuar como agente de um poder estrangeiro” ao falar com pessoas no Irã.
- Ele disse que a CIA estaria preparando “um relatório criminal” para o Department of Justice, relacionado a suposto crime cometido.
- Carlson alegou, sem provas, que agências dos EUA teriam lido suas mensagens de texto, e reiterou lealdade aos Estados Unidos.
- O Guardian solicitou comentário do Departamento de Justiça; até o momento não há confirmação pública.
- O episódio ocorre em um contexto de tensões sobre o apoio dos EUA a Israel e de fissuras dentro do movimento Maga, com Carlson em oposição a alguns atos de política externa.
Tucker Carlson, figura conservadora da imprensa norte-americana, afirmou publicamente que teme enfrentar acusações criminais por supostamente agir como agente de um poder estrangeiro ao falar com pessoas no Irã. A declaração foi feita em um vídeo divulgado na rede X, antes de o governo ser notificado.
Segundo Carlson, a CIA estaria preparando uma espécie de relatório criminal para o Departamento de Justiça, vinculando a atuação dele a uma suposta crime cometido ao falar com interlocutores iranianos antes de eventuais conflitos. Ele disse ainda que organizações do governo teriam lido suas mensagens, sem apresentar evidências.
Carlson negou qualquer alegação adicional não apresentada e reiterou que sua lealdade é aos Estados Unidos. O estilo de divulgação dele tem ampliado o debate dentro do que resta da formação Maga, após críticas a apoio norte-americano a Israel.
Contexto e desdobramentos
A declaração ocorre em meio a tensões sobre a atuação dos EUA no Irã, com o governo criticando coberturas da imprensa sobre o tema. A costa do eixo Trump tem visto divergências internas sobre o rumo da política externa, inclusive em relação a Israel e ao Irã.
Entre os desdobramentos, destacam-se recortes de discurso de outros ex-comentadores associados à era Maga, que passaram a divergir de posições pró-Israel. Em particular, Megyn Kelly, Steve Bannon e a ex-deputada Marjorie Taylor Greene têm sido citados como vozes discordantes em temas de política externa.
Repercussões recentes
Carlson descreveu, em episódios de podcasts, que a discussão sobre o envolvimento dos EUA em conflitos no Oriente Médio precisa de mais esclarecimentos sobre custos humanos e financeiros. A polarização em torno da guerra no Irã ganhou novas leituras dentro do movimento conservador.
Donald Trump mencionou publicamente que Tucker Carlson estaria fora do eixo Maga, o que ampliou o escrutínio sobre as mudanças de posicionamento dentro do grupo. Greene respondeu em rede social apoiando Carlson, em tom crítico a Trump.
Contexto institucional
Na Justiça, não houve confirmação oficial sobre investigações ou acusações ligadas a Carlson até o momento. A Guarda de informações de órgãos governamentais sobre o tema permanece sem comentários formais. O The Guardian solicitou posicionamento das autoridades, sem retorno até o fechamento deste texto.
Perspectivas políticas
As mensagens de Carlson acendem debate sobre lealdade institucional versus críticas a políticas de governo. O episódio acarreta reflexos sobre a relação entre a mídia alternativa e o epicentro político dos EUA, marcada por disputas sobre guerra, imprensa e liberdade de expressão.
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