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Trump adia visita à China por guerra no Oriente Médio

Trump solicita adiamento de cerca de um mês da cúpula com Xi por causa da guerra no Oriente Médio, para manter relação estável e a trégua comercial

Donald Trump e Xi Jinping chegaram a um acordo sobre terras raras, mas norte-americano ainda faz movimentos para reduzir a dependência dos EUA dos minerais chineses. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu à China que adiasse por cerca de um mês a cúpula com Xi Jinping, marcada para o início de abril, por causa da guerra no Oriente Médio.
  • A visita tinha como objetivo recompor as relações e prolongar a trégua comercial entre Estados Unidos e China, que ficou em risco devido ao conflito com o Irã.
  • Trump afirmou aos jornalistas que precisa ficar nos EUA devido à guerra e negou que haja qualquer manobra por trás do adiamento.
  • Em entrevista ao Financial Times, ele mencionou que a decisão pode depender da China ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, essencial para o tráfego mundial de petróleo.
  • Delegados dos dois países realizaram negociações econômicas em Paris, descritas como construtivas, destacando a importância de relações comerciais estáveis; os EUA também anunciaram investigações comerciais contra sessenta economias, incluindo a China.

Donald Trump pediu nesta segunda-feira a China que adiasse por cerca de um mês a cúpula prevista para o início de abril entre o presidente Xi Jinping e o norte-americano. O motivo declarado foi a atual guerra no Oriente Médio. A visita tinha o objetivo de recompor relações e alongar a trégua comercial entre os dois países.

Trump afirmou que, devido ao conflito, fica necessário manter sua presença nos EUA. Ele garantiu manter boa relação com a China e negou haver qualquer manobra por trás do adiamento. O presidente mencionou ainda a gravidade da situação na região.

No fim de semana, o mandatário já havia sinalizado a possibilidade de adiar a reunião em entrevista ao Financial Times, citando a necessidade de ajuda chinesa para reabrir o Estreito de Ormuz. O estreito é estratégico para o comércio global de petróleo.

Conversas construtivas em Paris

Delegados dos EUA e da China anunciaram negociações econômicas e comerciais consideradas construtivas em Paris, com perspectivas de estabilidade na relação bilateral. O secretário do Tesouro americano disse que o diálogo reforça o peso da relação entre as duas potências.

O representante chinês Li Chenggang afirmou que relações comerciais estáveis beneficiam ambos os lados e o mundo. Pequim informou que discute a visita de Trump e reiterou oposição a medidas unilaterais de investigação sobre o comércio com a China.

Investigação comercial e resposta chinesa

Autoridades americanas abriram investigações contra dezenas de economias, incluindo a China, visando identificar impactos do trabalho forçado e de capacidade industrial excedente. As ações podem abrir espaço para sanções, provocando reação de Pequim.

O governo chinês pediu que Washington corrija práticas comerciais consideradas equivocadas. Li reiterou que a China se opõe a investigações unilaterais e reforçou a necessidade de regras comerciais plurais e equilibradas.

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