- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu à China que adiasse por cerca de um mês a cúpula com Xi Jinping, marcada para o início de abril, por causa da guerra no Oriente Médio.
- A visita tinha como objetivo recompor as relações e prolongar a trégua comercial entre Estados Unidos e China, que ficou em risco devido ao conflito com o Irã.
- Trump afirmou aos jornalistas que precisa ficar nos EUA devido à guerra e negou que haja qualquer manobra por trás do adiamento.
- Em entrevista ao Financial Times, ele mencionou que a decisão pode depender da China ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, essencial para o tráfego mundial de petróleo.
- Delegados dos dois países realizaram negociações econômicas em Paris, descritas como construtivas, destacando a importância de relações comerciais estáveis; os EUA também anunciaram investigações comerciais contra sessenta economias, incluindo a China.
Donald Trump pediu nesta segunda-feira a China que adiasse por cerca de um mês a cúpula prevista para o início de abril entre o presidente Xi Jinping e o norte-americano. O motivo declarado foi a atual guerra no Oriente Médio. A visita tinha o objetivo de recompor relações e alongar a trégua comercial entre os dois países.
Trump afirmou que, devido ao conflito, fica necessário manter sua presença nos EUA. Ele garantiu manter boa relação com a China e negou haver qualquer manobra por trás do adiamento. O presidente mencionou ainda a gravidade da situação na região.
No fim de semana, o mandatário já havia sinalizado a possibilidade de adiar a reunião em entrevista ao Financial Times, citando a necessidade de ajuda chinesa para reabrir o Estreito de Ormuz. O estreito é estratégico para o comércio global de petróleo.
Conversas construtivas em Paris
Delegados dos EUA e da China anunciaram negociações econômicas e comerciais consideradas construtivas em Paris, com perspectivas de estabilidade na relação bilateral. O secretário do Tesouro americano disse que o diálogo reforça o peso da relação entre as duas potências.
O representante chinês Li Chenggang afirmou que relações comerciais estáveis beneficiam ambos os lados e o mundo. Pequim informou que discute a visita de Trump e reiterou oposição a medidas unilaterais de investigação sobre o comércio com a China.
Investigação comercial e resposta chinesa
Autoridades americanas abriram investigações contra dezenas de economias, incluindo a China, visando identificar impactos do trabalho forçado e de capacidade industrial excedente. As ações podem abrir espaço para sanções, provocando reação de Pequim.
O governo chinês pediu que Washington corrija práticas comerciais consideradas equivocadas. Li reiterou que a China se opõe a investigações unilaterais e reforçou a necessidade de regras comerciais plurais e equilibradas.
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