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ONU afirma que ataque israelense à prisão no Irã é crime de guerra

Relatório da ONU aponta que ataque israelense à prisão de Evin, em Teerã, constituiu crime de guerra e pode ampliar repressão interna e novas mortes

Sara Hossain, Chair of the Independent International Fact-Finding Mission on the Islamic Republic of Iran attends a session of the Human Rights Council at the United Nations in Geneva
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  • Um relatório da ONU afirma que o ataque aéreo israelense à prisão de Evin, em Teerã, no ano passado, foi um crime de guerra com intenção de atingir um objeto civil.
  • Segundo Sara Hossain, presidente da missão independente, pelo menos 80 pessoas morreram, incluindo uma criança e oito mulheres.
  • O relatório usa entrevistas, imagens de satélite e outros documentos para sustentar as alegações e foi apresentado ao Conselho de Direitos Humanos na segunda-feira.
  • A Israel se retirou do Conselho, mantendo a cadeira vaga, e não houve resposta imediata de autoridades israelenses.
  • O documento alerta para o risco de repressão interna maior no Irã, com aumento de execuções após os bombardeios, e ressalta preocupações sobre prisioneiros e familiares sem contato.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU recebeu um relatório que afirma que o ataque aéreo israelense à prisão de Evin, em Teerã, no ano passado, constituiu crime de guerra. A conclusão foi apresentada por Sara Hossain, presidente da Missão Independente de Investigação sobre o Irã, ao conselho.

Segundo o relatório, mais de 80 pessoas teriam morrido no ataque, entre elas uma criança e oito mulheres. A investigação utilizou entrevistas com vítimas e testemunhas, imagens de satélite e documentos diversos para embasar a conclusão de que Israel dirigiu ataques contra um objetivo civil de forma intencional.

O texto ressalta que o episódio ocorreu durante uma campanha aérea entre Israel e Irã e detalha que a prisão, conhecida por abrigar presos políticos, sofreu danos significativos. Famílias de detidos relataram dificuldades de contato e desabastecimento de alimentos e remédios.

A relatora Mai Sato também alertou sobre o risco de novas repressões no Irã, caso haja intensificação das ações bélicas. Ela destacou que civis capturados durante protestos devem receber proteção adequada segundo o direito internacional.

O relatório enfatiza que ações militares externas não garantem responsabilização nem promovem mudanças relevantes, podendo, pelo contrário, agravar a repressão interna. Em referência aos detidos, as autoridades iranianas continuam a divulgar números divergentes sobre mortes e prisões.

A Embaixada iraniana pediu condenação aos ataques e afirmou que mais de 1.300 pessoas teriam morrido no país desde o início da ofensiva atribuída a forças norte-americanas e israelenses. O texto não cita respostas diretas do governo de Israel nem de seus ministérios.

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