- Leqaa Kordia, de 33 anos, originária da Cisjordânia, foi presa durante protesto pró-Palestina em abril de 2024 e mantida em centro de imigração no Texas, após registro em Nova Jérsei.
- Ela foi libertada nesta segunda-feira mediante fiança de $100,000, do Prairieland detention center, em Alvarado, Texas.
- Os advogados dizem que o governo tentou negar a libertação por mais de um ano, mesmo com três decisões judiciais ordenando a liberdade.
- Kordia relatou condições insalubres e perigosas na detenção; em fevereiro foi hospitalizada após crise convulsiva e afirma ter sido algemada durante os 72 horas de internação.
- O caso faz parte do contexto de repressão a manifestantes pró-Palestina em campus, com apoio de parlamentares; a autora busca residência permanente via mãe, cidadã norte-americana, mantendo pedido de asilo.
Leqaa Kordia, 33, foi liberada sob fiança após ficar um ano sob custódia de imigração. Ela foi presa em 2024, após protesto pró-Palestina, e detida no Texas mesmo com decisões judiciais mandando a soltura. A liberação ocorreu após uma audiência de fiança.
A detenção ocorreu em março do ano passado, quando Kordia foi encaminhada ao centro de detenção de imigração PrairieLand, em Alvarado, Texas. Ela havia sido presa em abril de 2024, durante um protesto contra a guerra de Israel em Gaza próximo à Universidade de Columbia, em Nova York.
Kordia compareceu para um check-in de rotina no endereço de imigração no Novo México? Não; no estado de New Jersey, segundo relatos. A defesa afirma que o governo impediu a sua soltura apesar de três ordens judiciais que apontavam que ela não representava risco.
Situação legal e desdobramentos
Kordia recebeu liberdade sob caução de 100 mil dólares, após mais de um ano de detenção. Advogados dizem que o governo tentou negar sua liberação em duas ocasiões, apesar das decisões judiciais. A defesa argumenta que a detenção viola direitos básicos e a liberdade de expressão protegida pela Primeira Emenda.
Durante o período de detenção, a ativista relatou condições degradantes nas instalações. Em fevereiro, foi hospitalizada após sofrer convulsão e afirmou ter sido algemada durante a internação de 72 horas. A defesa descreve as condições como prejudiciais à saúde.
Kordia tinha pedido asilo pendente na época da detenção e está buscando residência permanente por meio de sua mãe, que é cidadã americana. Seus advogados destacam que a ativista atuava como garçonete antes da detenção.
O caso mobilizou apoio de legisladores, incluindo um político de Nova York que pediu a libertação de Kordia. A detenção ocorreu no mesmo período de ações de outros manifestantes pró-Palestina sob críticas de autoridades americanas.
A família e colegas de Kordia agradeceram o apoio comunitário durante o período de privação de liberdade e durante o Ramadan. O pai, a mãe e primos agradeceram pela mobilização e pelas orações.
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