- Em Tammun, Cisjordânia, um carro de uma família palestina foi atingido por disparos de forças especiais israelenses, deixando quatro mortos e dois sobreviventes ao retornar de compras para o Ramadã.
- Os dois garotos sobreviventes relataram que os disparos ocorreram de forma repentina, sem aviso, e que viram os corpos de familiares durante a abordagem dos militares.
- Segundo eles, após os disparos os soldados puxaram o menino pela cabeça, o agrediram e o fizeram assistir de novo aos corpos dos pais e dos irmãos; um deles foi obrigado a pedir ajuda para sair do veículo.
- O Exército de Israel reconheceu apenas que quatro palestinos morreram, alegando que o veículo representou ameaça; a versão é contestada pelos familiares e por testemunhas locais.
- O caso é acompanhado por organizações de direitos humanos e figura em meio ao alto número de mortes palestinas na região desde 2023, com relatos sobre investigações opacas.
Jaled Bani Odeh, 11 anos, e Mustafa, 8, são os únicos sobreviventes da chuva de tiros que atingiu o carro da família Odeh, em Tammun, Cisjordânia, neste domingo. O veículo estava a caminho de casa após compras de Ramadã quando o ataque ocorreu. Quatro membros da família foram mortos.
Os pais Ali, 37, e Waad, 35, bem como os irmãos Mohamed, 5, e Otmán, 6, com necessidades especiais, morreram no tiroteio. Os dois irmãos sobreviventes, que estavam no hospital com ferimentos leves, relatam que o carro foi atacado por agentes militares durante uma operação perto de Tammun.
Jaled, após o ataque, pediu ajuda ao sair do veículo. Mustafa diz ter visto o irmão falecer ao tentar libertar-se da mira dos atiradores. Segundo os irmãos, as forças israelenses teriam capturado Jaled e o teriam submetido a revista e humilhações antes de deixá-lo.
O Exército de Israel confirmou, em comunicado, que quatro palestinos morreram após abrir fogo contra um carro em Tammun, alegando que o veículo acelerou em direção aos soldados e que houve percepção de ameaça. Não detalhou circunstâncias nem o que aconteceu aos feridos.
Familiares dizem que o carro circulava a baixa velocidade ao retornar para Tammun, após a tentativa de compras para o Aid al-Fitr. A região registra operações frequentes de forças de segurança em áreas próximas às comunidades palestinas.
A Pfizer? Não. Dado: a versão israelense sustenta que houve resposta a uma ameaça. O Ministério das Relações Exteriores palestino acusa as forças de recusar atendimento médico aos feridos, dificultando a atuação de equipes de socorro presentes no local.
Tammun tem 20 mil habitantes; a cidade fica na Cisjordânia, território ocupado. A ONU e ONGs locais costumam acompanhar o uso da força em operações militares na região, que registra confrontos frequentes desde 2023.
O caso acrescenta ao longo de muitos episódios de violência na área. De acordo com dados de ONGs israelenses, o número de mortos palestinos em Cisjordânia aumentou desde 2023, com parte das mortes atribuídas a ações de soldados e a confrontos com colonos.
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