- A newly elected Supreme People’s Assembly da Coreia do Norte se reunirá pela primeira sessão em 22 de março para deliberar sobre revisão constitucional e implementação de um plano nacional de cinco anos.
- A assembleia legisla e gerencia políticas em todas as áreas, mas a aprovação costuma ser formal para medidas decididas pelo Partido Trabalhista, que detém o poder.
- Observadores sul-coreanos acompanham a possibilidade de uma emenda constitucional que poderia incluir mencionar a Coreia do Sul como estado separado e hostil.
- A KCNA divulgou os nomes dos deputados eleitos, incluindo a irmã do líder Kim Jong Un, que analistas acreditam representar o irmão em assuntos diplomáticos.
- A assembleia também elegerá o presidente da Comissão de Assuntos do Estado e analisará a implementação do novo plano quinquenal do Partido, que envolve expansão de armas nucleares e mísseis de longo alcance.
A Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte, recém-eleita, vai realizar sua sessão inaugural no dia 22 de março para debater uma emenda constitucional e a implementação de um plano quinênio de políticas nacionais, informou a KCNA, agência estatal. A sessão ocorre em meio a expectativas de mudanças no quadro institucional e na orientação estratégica do regime.
A KCNA também indicou que a assembleia elegerá o presidente da Comissão de Assuntos do Estado e outros líderes seniores, além de discutir a possível emenda constitucional. O órgão é responsável por legislar e gerenciar políticas públicas, embora a aprovação de medidas já decididas pelo Partido Trabalhista seja vista como formal.
Analistas sul-coreanos e formuladores de política acompanham a possibilidade de uma emenda constitucional que poderia, entre outros pontos, definir a Coreia do Sul como um Estado separado e hostil, o que poderia complicar iniciativas de diálogo entre as duas Coreias.
A lista de deputados eleitos incluiu a irmã influente de Kim Jong Un, cuja posição é interpretada por observadores como uma indicação de que ela atua como porta-voz do líder em assuntos diplomáticos. O líder Kim Jong Un não constava entre os 687 deputados que venceram assentos nas urnas de 15 de março.
Kim Jong Un detém os cargos de secretário-geral do Partido Trabalhista, presidente da Comissão de Assuntos do Estado e comandante-chefe do Exército Popular Coreano, funções que o colocam no centro do poder. A expectativa é de que ele seja reemitido como presidente da Comissão, segundo apuração de fontes próximas ao aparato estatal.
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