- A BBC pediu a um tribunal dos EUA para rejeitar a ação de Donald Trump de 10 bilhões de dólares sobre a edição de um de seus discursos em um documentário, alegando risco de “efeito de intimidação” na cobertura da presidência.
- Os advogados afirmam que a reputação de Trump não foi prejudicada pelo documentário, já que ele foi exibido no Reino Unido uma semana antes de sua reeleição.
- A BBC argumenta que o документário Panorama, Trump: a Second Chance, não foi publicado nos EUA, inclusive na Flórida, o que tira jurisdição do tribunal.
- O texto cita casos anteriores para afirmar que réus não devem enfrentar litígios caros e infundados que restringem a cobertura de figuras públicas, destacando o processo contra a CNN como exemplo.
- A BBC já pediu desculpas, de forma pessoal, por um clip de 12 segundos que foi editado de forma contestada; a emissora afirma que o documentário nunca foi exibido nos EUA nem na Flórida.
A BBC pediu a um tribunal dos EUA que descarte a ação de US$ 10 bilhões movida por Donald Trump, relacionada a um documentário que editou uma de suas falas. O objetivo é evitar um “efeito inibidor” sobre a apuração do presidente pelo veículo.
Segundo os advogados da BBC nos EUA, a reputação de Trump não teria sido abonada pelo documentário, que foi ao ar no Reino Unido uma semana antes da sua reeleição. Alegam ainda que a obra Panorama, Trump: a Second Chance, não foi publicada nos EUA, incluindo a Flórida, o que inviabilizaria a jurisdição do tribunal.
Os representantes legais da BBC enfatizam que não existe fundamento para uma ação onerosa e infundada que, segundo eles, restringe a cobertura de figuras públicas. O documento aponta que tribunais federais na Flórida costumam rejeitar esse tipo de alegação de difamação ainda na fase inicial.
A BBC também cita um caso recente envolvendo Trump e a CNN, em que a ação foi considerada sem mérito e rejeitada. A legenda de defesa lembra que o veículo já pediu desculpas a Trump por um trecho de 12 segundos do documental de 2024, editado a partir de falas de 6 de janeiro de 2021.
A defesa afirma que o documentário não foi exibido nos EUA nem na Flórida, nem disponível no iPlayer, BritBox International ou BBC.com, e que distribuidores terceiros apenas adquiriram direitos para exibição no exterior. Segundo a BBC, não há divulgação da obra em plataformas norte-americanas.
A BBC reforça que a ação deve ser rejeitada desde o início e com prejuízo, mantendo a gestão de risco de “expensive yet groundless litigation” para veículos de imprensa que cobrem figuras públicas de alto perfil. O caso segue em tramitação na Flórida.
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