- Taiwan informou a detecção de 26 aeronaves militares chinesas concentradas no Estreito de Taiwan nas últimas 24 horas.
- O retorno ocorre após ausência não explicada de mais de duas semanas, que gerou especulação sobre os motivos de Pequim.
- Entre 27 de fevereiro e 7 de março houve períodos sem aeronaves; em 7 de março foram avistadas duas aeronaves ao sudoeste de Taiwan.
- Pequim não comentou; o Escritório de Assuntos de Taiwan afirmou críticas ao presidente taiwanês Lai Ching-te.
- Autoridades em Taipei veem possíveis motivos que vão desde recalibrar a pressão antes da visita de Donald Trump aos EUA até a continuidade da campanha de purga de militares de alto escalão em Pequim; o ministro da Defesa, Wellington Koo, disse que, mesmo com o retorno das aeronaves, as ameaças permanecem devido à presença de navios no entorno.
Taiwan registrou neste domingo o retorno de ações militares aéreas em grande escala da China ao redor da ilha, após uma ausência inexplicada de mais de duas semanas que gerou especulações sobre as motivações de Pequim.
O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou, em atualização diária, ter detectado 26 aeronaves militares chinesas concentradas no Estreito de Taiwan nas últimas 24 horas. Foi a maior concentração desde 25 de fevereiro, quando o país informou ter avistado 30 aeronaves durante uma nova “patrulha conjunta e de prontidão de combate”.
Entre 27 de fevereiro e 7 de março Taiwan reportou ausência de aeronaves chinesas, com apenas dois aviões avistados no extremo sudoeste da ilha. Desde então, houve incidentes esporádicos, de baixa intensidade. Pequim não explicou as motivações das operações.
A China não respondeu a novo pedido de comentário feito neste domingo. O Escritório de Assuntos de Taiwan da China criticou o discurso do presidente taiwanês Lai Ching-te, que pediu aumento de gastos com defesa para proteger a democracia da ilha. O pronunciamento ressaltou que autoridades taiwanesas não devem subestimar os riscos.
Analistas em Taipei discutem que o intervalo sem aeronaves pode ter relação com a pressão para ajustes estratégicos antes de visitas oficiais previstas, além de contínuas mudanças na cúpula do poder chinês. O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, reiterou que, embora as aeronaves tenham se removido, naves de guerra chinesas permaneceram ao redor da ilha e a ameaça não cessou.
Taiwan mantém posição de rejeição às reivindicações de soberania de Pequim sobre a ilha, reiterando compromisso com a defesa e com a estabilidade regional.
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