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República do Congo realiza eleição para ampliar mandato de Sassou

Eleições no Congo Republic devem consolidar mais cinco anos de governo de Denis Sassou Nguesso, com oposição fragilizada e credibilidade questionada do processo

Republic of Congo President Denis Sassou Nguesso, who is running for re‑election, gestures during his final campaign rally ahead of the presidential election scheduled for March 15, in Brazzaville, Republic of Congo, March 13, 2026.
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  • Nesta eleição presidencial, Denis Sassou Nguesso, de oitenta e dois anos, busca vencer por mais cinco anos, consolidando décadas no poder.
  • A oposição permanece fragilizada: dois líderes estão na prisão e outros exilados; vários partidos boicotam o pleito.
  • Mais de 3,2 milhões de congoleses estão registrados para votar; a participação deve ficar abaixo dos 68% de 2021.
  • O pleito reúne seis candidatos pouco conhecidos, com o espaço político amplamente dominado por apoiadores do governo.
  • Os resultados provisórios devem sair entre quarenta e oito e setenta e duas horas após o encerramento das urnas; o governo afirma transparência no processo.

O Congo, República do Congo, realiza neste domingo eleições presidenciais amplamente vistas como continuidade do governo de Denis Sassou Nguesso, com o 82 anos de idade provável vencedor por mais cinco anos. A oposição encontra-se enfraquecida, com líderes presos ou exilados e parte dos partidos optando por boicotar.

A votação ocorre enquanto a expectativa é de abertura às 7h locais (0600 GMT) e fechamento às 18h. Mais de 3,2 milhões de eleitores estão registrados, mas analistas prevêem participação menor do que o 68% registrado em 2021, quando Sassou teve 88,4%.

Sassou concorre contra seis candidatos pouco conhecidos, sem desafiantes significativos, em meio a órgãos eleitorais alinhados ao Partido Trabalhista Congolês no poder. Observadores apontam um campo de oposição fragmentado.

Segundo Remadji Hoinathy, do Institute for Security Studies, falta de uma figura emblemática pode favorecer o incumbente, ainda que haja cansaço entre eleitores. Grupos de direitos humanos apontam estreitamento do espaço político.

O primeiro-ministro Anatole Collinet Makosso rejeita acusações de viés pró-Sassou, afirmando que órgãos de fiscalização garantem eleição transparente e justa. Autoridades destacam mecanismos de supervisão para evitar irregularidades.

Alguns cidadãos dizem não esperar mudanças importantes com o resultado. Um morador de Brazzaville afirmou que o desfecho já seria conhecido, sugerindo pouca perspectiva de melhoria.

Sassou tem defendido continuidade, com promessas de acelerar projetos de desenvolvimento e ampliar educação e treinamento profissional. A economia depende fortemente do petróleo, mas ainda há alta pobreza, segundo o Banco Mundial.

Resultados eleitorais provisórios devem sair entre 48 e 72 horas após o encerramento das urnas. A apuração ocorre com equipes eleitorais nacionais e observação internacional.

Dados oficiais sobre participação, irregularidades ou contestações serão divulgados pelas autoridades do país, com cobertura de equipes de Reuters em Dakar e no escritório da República do Congo.

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