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Presidente da FCC ameaça cortar transmissões por boatos sobre guerra com o Irã

Presidente da Comissão Federal de Comunicações ameaça cancelar licenças de espectro de veículos de imprensa por cobertura considerada enganosa sobre a guerra no Irã

Brendan Carr in Washington DC on 21 May 2025.
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  • O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou nas redes sociais que pode cancelar licenças de espectro de veículos de imprensa que divulgarem “fake news” sobre a guerra no Irã.
  • Carr disse que as emissoras precisam operar no interesse público e podem perder licenças se não corrigirem o curso.
  • A advertência ocorre em meio a críticas de Trump à cobertura da imprensa tradicional sobre o conflito no Irã.
  • Trump citou matérias do New York Times e do Wall Street Journal como exemplos de cobertura enganosa, segundo o próprioCarr.
  • Carr alegou que o uso do espectro de transmissão pode ser utilizado para restaurar a confiança na mídia, que ele afirmou estar em baixa.

O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, afirmou publicamente que pode cancelar licenças de espectro de grandes redes caso promovam o que chamou de “hoaxes e distorções” sobre a guerra no Irã. A ameaça foi feita via redes sociais, com tom de alerta para o que ele chamou de jornalismo falso.

Carr lembrou que a FCC gerencia o espectro de rádio e TV, bem como serviços de comunicação, conforme a Lei de Comunicações de 1934. Em sua mensagem, o presidente da FCC disse que as emissoras devem atuar no interesse público e podem perder licenças se não o fizerem.

A iniciativa ocorre em meio a críticas vindas da administração Trump sobre a cobertura de imprensa considerada desfavorável aos seus interesses. A publicação associou a cobertura de veículos de mainstream a notícias enganosas sobre o Irã, citando também críticas ao que descreve como desinformação.

A reação entre aliados do governo incluiu comentários de altos representantes de defesa sobre a cobertura da imprensa. Um representante apoiado pelo governo criticou a forma como certos veículos apresentam os acontecimentos, sugerindo que manchetes podem ter sido roteirizadas para influenciar a opinião pública.

Além disso, houve menção à possível mudança na gestão de grandes grupos de mídia. Interpretou-se que, sob nova direção, a linha editorial de emissoras como a CNN poderia sofrer impactos para manter sua independência editorial, segundo declarações associadas a executivos do setor de mídia.

Carr indicou ainda que, sem evidências apresentadas, a imprensa tradicional estaria com queda grave de credibilidade entre o público. Ele afirmou que, se necessário, o uso do espectro poderia ser empregado para restabelecer a confiança do público na mídia.

O teor da discussão envolve a tensão entre o papel regulador do governo e a liberdade de imprensa. Não houve confirmação desde as autoridades sobre ações específicas contra emissoras, apenas a advertência de que licenças podem ser revistas caso haja violação do interesse público.

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