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Jürgen Habermas morre aos 96 anos

Jürgen Habermas morre aos 96 anos; filósofo e sociólogo influente, moldou a noção de opinião pública para a democracia e contribuiu para o debate europeu

One of most influential philosophers of the 20th century, Habermas helped shape discourse around European integration and the formation of the EU.
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  • O filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas morreu aos 96 anos, informou a editora Suhrkamp Verlag; o falecimento ocorreu em Starnberg, perto de Munique, no último sábado.
  • Habermas ficou conhecido por sua teoria de construção de consenso político, que sustenta que a formação da opinião pública é essencial para a sobrevivência das democracias.
  • Ao longo de mais de sete décadas, contribuiu para debates sobre integração europeia e a formação da União Europeia.
  • Sua atuação atravessou linhas políticas, sendo elogiado por líderes de diferentes espectros; o chanceler Friedrich Merz o chamou de um dos pensadores mais significativos de nosso tempo.
  • Deixa três filhos; a esposa, Ute Habermas-Wesselhoeft, faleceu no ano passado.

Jürgen Habermas, renomado filósofo e sociólogo alemão, morreu aos 96 anos, informou sua editora. A morte ocorreu no fim de semana, em Starnberg, perto de Munique, conforme comunicado da Suhrkamp Verlag. O decesso encerra uma carreira de sete décadas dedicada às bases da teoria social, da democracia e do estado de direito.

Habermas ficou conhecido pela teoria da construção de consensos políticos, que enfatiza a formação da opinião pública como vital para a sobrevivência das democracias. Sua atuação ajudou a moldar debates sobre integração europeia e formação da União Europeia.

Ao longo de sua trajetória, o pensador ganhou influência além de linhas partidárias, mesmo com raízes na escola de Frankfurt. O chanceler alemão, Friedrich Merz, destacou seu papel central no pensamento contemporâneo, afirmando que Habermas foi um dos mais significativos intelectuais de nosso tempo.

Legado e trajetória

A carreira de Habermas atravessou sete décadas, com foco na fundamentação da teoria social, da democracia e do estado de direito. Mesmo na velhice, ele manteve a produção de obras e artigos que ampliaram o debate público. Em 2015, criticou políticas da então chanceler Angela Merkel em relação à crise grega.

Entre críticas recebidas por suas posições, Habermas foi alvo de questionamentos de jovens intelectuais sobre intervenções recentes. Em 2022, afastou-se de diplomacias públicas de alguns membros do governo alemão em relação ao conflito na Ucrânia. Em 2023, gerou controvérsia ao defender argumentos sobre o conflito no Oriente Médio, o que polarizou opiniões entre acadêmicos.

Seu último livro, Things Needed to Get Better, foi lançado em dezembro do ano anterior. Nele, o pensador defendia a necessidade de enfrentar crises atuais sem abandonar a determinação de superá-las.

Contexto pessoal

Nascido em 18 de junho de 1929, em Düsseldorf, Habermas enfrentou cirurgia de palato mole na infância, o que moldou sua visão sobre a importância da comunicação. Cresceu em uma família protestante; o pai, economista, chegou a integrar a câmara de comércio local. Habermas ingressou na Juventude Hitlerista aos 10 anos, mas só começou a trajetória filosófica após a experiência de crimes do regime nazista.

Formou-se na Universidade de Bonn, onde conheceu a esposa, Ute. Foi uma figura central da segunda geração da Escola de Frankfurt, sucedendo pensadores como Adorno e Horkheimer. Participou do debate histórico-cultural conhecido como historianstreit, defendendo a singularidade dos horrores do regime nazista. Sua defesa da Vergangenheitsbewältigung — enfrentar o passado — orientou parte da identidade alemã.

Habermas deixa três filhos, dos quais dois são mencionados entre os sobreviventes; a esposa, Ute Habermas-Wesselhoeft, faleceu no ano passado. A editora destacou que o aporte intelectual do pensador permanece como referência para estudos de democracia e comunicação.

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