- O general aposentado Stanley McChrystal chamou de “doutrina Jolene” a política externa de Donald Trump, resumida como “fazemos porque podemos”.
- As provocações foram feitas na sexta-feira, durante festival de livros em New Orleans, ao comentar ataques ordenados por Trump nos últimos meses.
- Os ataques de Natal atingiram supostos combatentes ligados ao grupo Estado Islâmico no noroeste da Nigéria, com dúvidas sobre quem foi alvo exato.
- Em três de janeiro, os EUA atacaram a Venezuela e prenderam Nicolás Maduro, acusado de drogas, armas e narco-terrorismo.
- Em vinte e oito de fevereiro, EUA e Israel atacaram o Irã, matando Ayatollah Ali Khamenei; Trump também mostrou interesse em Greenland, gerando tensões com aliados.
Stanley McChrystal, general aposentado da Army dos EUA, chamuscou a política externa da administração Trump ao dizer que ela pode ser resumida em “fazer porque é possível”. O comentário foi feito durante festival de livros em New Orleans, na Tulane University, na sexta-feira, em uma conversa com o editor-chefe da Atlantic, Jeffrey Goldberg.
O ex-comandante criticou ataques das Forças Armadas dos EUA sob o segundo mandato de Trump, citando especificamente operações relatadas na Nigéria, na Venezuela e no Irã desde o Natal. Segundo McChrystal, o tom da política externa atual demonstra uma postura de agir apenas pelo que se acredita ser viável.
Contexto do argumento
A conversa ocorre em meio a histórico de atuação de McChrystal, que liderou tropas dos EUA e da OTAN no Afeganistão em 2009 e 2010. O militar também foi ativo na captura de Saddam Hussein e na operação contra Abu Musab al-Zarqawi. Em 2010, renunciou após críticas a jornalistas sobre o governo civil dos EUA.
A Atlantic informou que um porta-voz da Casa Branca respondeu que o presidente retomou o papel dos EUA como líder do mundo livre. O veículo também citou historiadores que veem traços de uma política ousada, porém potencialmente arriscada, em relação a parcerias internacionais.
Desdobramentos recentes
As operações descritas incluíram ataques aéreos na Nigéria, com alegações de combate a combatentes do ISIS na região noroeste, em data próxima ao Natal. Em 3 de janeiro, houve ações contra a Venezuela, com a prisão de Nicolás Maduro em acusações ligadas a drogas e narco-terrorismo, segundo o governo americano. Em 28 de fevereiro, EUA e Israel atacaram o Irã, com impacto ainda indeciso sobre objetivos e resultados.
O episódio gerou críticas sobre coordenação entre aliados da OTAN e sobre a clareza de objetivos estratégicos. Críticos apontam que a insistência em ações militares explica tensões com parceiros tradicionais e ambiguidade sobre o que seria vitória. Em meio a isso, o governo manteve o foco em manter alianças, segundo fala de Goldberg.
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