- Mohammad Pournajaf, ex-diplomata do Irã e chefe de missão interina em Canberra até pelo menos 2023, pediu asilo na Austrália em 2023 e teve o asilo concedido.
- Ele permaneceu como chargé d’affaires da embaixada até o início de 2023 e, segundo relatos, elogiou as realizções do regime durante a festa de aniversário da Revolução Islâmica.
- Pournajaf já havia atuado como embaixador do Irã no Zimbábue e como representante junto às Nações Unidas.
- A defecção não está relacionada ao conflito atual, segundo fonte do governo.
- Sete jogadoras iranianas da seleção de futebol feminino receberam vistos humanitários na Austrália, com uma desistindo posteriormente; o grupo recebeu oferta de treino com o Brisbane Roar.
Mohammad Pournajaf, ex-chefe da diplomacia iraniana em Canberra, pediu asilo na Austrália em 2023, segundo fonte oficial do governo. O pedido de proteção foi confirmado após ele permanecer na Austrália desde 2018. A decisão resultou na concessão de asilo.
Pournajaf atuou como chargé d’affaires do Irã na capital australiana até pelo menos o início de 2023, quando o regime completou 44 anos de revolução. Em sua passagem por Canberra, ele teria participado de eventos oficiais e elogiado as realizações do governo iraniano.
A situação não está relacionada ao conflito atual. Em agosto do ano passado, Ahmad Sadeghi, outro embaixador iraniano anterior na Austrália, foi expulso junto com outros diplomatas após acusações ligadas a ataques antissemíticos, segundo a imprensa.
Contexto e desdobramentos
A Inteligência australiana classificou como crível que a Guarda Revolucionária do Irã tenha participação em ataques antissemíticos ocorridos na Austrália em 2024, incluindo ataques a estabelecimentos em Bondi e a sinagoga Adass Israel, em Melbourne. Não houve feridos.
Ao todo, sete integrantes da seleção feminina de futebol do Irã recebiam vistos humanitários na Austrália, com uma jogadora desistindo posteriormente. O governo australiano indicou que o grupo pode ter permitindo treinamento com o Brisbane Roar, clube da A-League Women.
As autoridades australianas não apontaram vínculos entre o novo caso de Pournajaf e os atentados anteriores. O governo ressaltou que o pedido de asilo foi processado com base em critérios individuais, sem relação com a atual crise regional.
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