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Cuba confirma negociações com os EUA

Cuba afirma que conversas com os EUA buscam solução por meio do diálogo, abrindo espaço à cooperação preservando soberania e diferenças bilaterais

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba. Foto: Irene Pérez/Cubadebate
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  • O presidente cubano Miguel Díaz-Canel confirmou que funcionários cubanos mantiveram conversas com representantes dos Estados Unidos, em meio à tensão entre os dois países.
  • As reuniões teriam o objetivo de buscar soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais, segundo Díaz-Canel.
  • O chefe de Estado destacou que as conversas são facilitadas por fatores internacionais não especificados.
  • Havana anunciou a libertação em breve de 51 prisioneiros, com gestão do Vaticano, mediador entre Cuba e Estados Unidos.
  • Díaz-Canel disse que as tratativas visam identificar problemas a serem resolvidos, definir a disposição de ambos os lados de agir em benefício dos povos e identificar áreas de cooperação, sempre respeitando soberania e autodeterminação.

Cuba confirmou nesta sexta-feira 13 que funcionários do governo realizaram conversas com representantes dos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo presidente Miguel Díaz-Canel, em meio a uma escalada de tensão entre Havana e Washington. A fala ocorreu durante reunião com as principais autoridades do país.

Segundo Díaz-Canel, as conversas têm como objetivo buscar soluções para as diferenças bilaterais por meio do diálogo. O presidente destacou que as negociações estão apoiadas por fatores internacionais não especificados e que visam identificar problemas a serem resolvidos.

Na noite de quinta-feira, Havana informou a proximidade da libertação de 51 prisioneiros, com mediação do Vaticano, tradicional mediador entre Cuba e EUA. Díaz-Canel afirmou que as conversas também buscam determinar a disposição de ambas as partes em ações que beneficiem seus povos.

Contexto e objetivos

Díaz-Canel afirmou que as conversas visam estabelecer áreas de cooperação e demonstrar a vontade de avançar com base na igualdade, no respeito aos sistemas políticos, à soberania e à autodeterminação dos dois países.

A reunião reforçou a afirmação de que o canal diplomático está ativo desde meados de janeiro, quando o governo cubano disse manter contatos com altas autoridades dos EUA.

As informações destacam que o objetivo central é resolver, por meio do diálogo, as questões bilaterais de maneira pacífica e mútua, sem antecipar resultados.

O anúncio ocorre em meio a críticas de Washington sobre o que classifica como influência de aliados de Havana. O governo cubano afirma buscar soluções reais para as dificuldades econômicas e políticas da região.

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