- O conflito do Saara Ocidental condiciona as respostas de Marrocos e Argélia aos bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã, enquanto as negociações sobre autonomia avançam em Madrid e Washington.
- Ambos evitam condenar ataques a território iraniano durante o processo diplomático; Marrocos condena ataques iranianos contra vizinhos árabes, sem mencionar Irã diretamente, e Argélia mudou de postura, apoiando o Irã em ações anteriores.
- Argélia aceitou dialogar, junto com Marrocos, Frente Polisário e Mauritânia, com o objetivo de estudo de uma solução baseada em autonomia.
- O Magrebe assiste a uma escalada de rearmamento: Marrocos é o principal importador de armas da África, com EUA e Israel como principais fornecedoras; Argélia reduziu compras, mas segue com parcerias estratégicas.
- O turismo marroquino tem perspectivas positivas para 2026, mas há receios de impactos econômicos e de cancelamentos devido à instabilidade na região, além de tensões entre governo e sociedade civil por questões de Gaza.
Marrakech e Argel reagiram de forma contida aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em meio a negociações sobre o Sáhara Ocidental. A postura busca equilibrar o diálogo em curso sobre a antiga colônia espanhola com a escalada bélica no Oriente Médio. Rabat e Algiers acompanham o movimento diplomático que se desenrola em Washington e Madrid.
O conflito saharaui permanece como elemento central para as decisões de política externa. Rabat rompeu relações com Teerã em 2018, acusando o Irã de apoiar o Polisário. Argel, por sua vez, participa das discussões diplomáticas sobre autonomia como solução política, alinhando-se com os EUA e com países árabes na região.
Para Rabat, além de manter a normalização com Israel, o equilíbrio regional pesa sobre custos econômicos e a segurança interna. Em Argel, a mudança de postura sinaliza a necessidade de manter vínculos com Washington como contrapeso à influência de aliados regionais.
Contexto internacional
Marrakech tem condenado ataques iranianos contra vizinhos árabes em público, mas sem mencionar diretamente os ataques contra o Irã. A região acompanha a síntese entre diplomacia, negócios e tensões religiosas que moldam as alianças.
Consequências econômicas
A ofensiva no Oriente Médio pode impactar o turismo e o custo de energia. Moradores e operadores turísticos marroques temem retração de visitantes, enquanto a produção de hidrocarbonetos algeriana recebe atenção sobre o preço internacional de petróleo e gás.
Reações políticas
O diálogo de alto nível entre Rabat, Argel, o Frente Polisário e Mauritânia, mediado pela presença dos EUA, versa sobre uma autonomia como solução factível. Argel busca manter relações com Washington para equilibrar a aliança entre EUA e Marrocos no Magrebe.
Reação social
Protestos contra ataques a Irã ocorreram em Rabat e Tanger, mas foram contidos pela segurança. Grupos políticos marroquinos e organizações civis criticaram intervenções que violem o direito internacional, mantendo a tensão entre governo e sociedade civil.
Armamentos e alianças
Marrakech consolidou posição como principal importador de armas do continente africano, com forte participação dos EUA. Argel, por outro lado, intensifica câmbios com potências diversas, mantendo uma rede de fornecedores variada.
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