- Em audiência de ação civil, agentes da ICE relataram metas de oito prisões diárias e o uso de um aplicativo Elite para identificar áreas e pessoas-alvo em Oregon.
- Elite é descrito como ferramenta que aponta áreas com maior densidade de pessoas com suposto “nexus” com imigração, ajudando a definir locais de abordagem.
- Testemunha afirmou que, em 30 de outubro, uma operação em Woodburn prendeu sete ocupantes de uma van de trabalhadores; o local foi selecionado com base em monitoramento de complexo habitacional e inteligência da Elite.
- O juiz Mustafa Kasubhai criticou o uso da Elite e disse que a tática poderia visar pessoas legalmente no país; o caso envolve ações da operação Black Rose, que resultou em mais de mil prisões na região até dezembro.
- O processo questiona metas diárias de prisões para atender exigências nacionais de milhares de detenções, apontando risco de violações de direitos e apontando possível direcionamento racial.
OICE agents reveal daily arrest quotas and surveillance app in rare court testimony
Agentes federais de imigração testemunharam, sob juramento, que tinham metas diárias de prisões de oito casos por time em Oregon. Também disseram possuir um aplicativo de vigilância para identificar áreas e pessoas-alvo, usados em operações no estado.
A ação faz parte de uma ação coletiva movida pela Innovation Law Lab, que contesta prisões sem mandado ou causa provável. O caso expõe estratégias internas pouco reveladas e tem alimentado debates sobre detenções em massa e investigações de conduta.
Detalhes sobre o aplicativo Elite
Durante o depoimento, um agente de ICE descreveu o Elite como ferramenta que aponta locais com maior densidade de pessoas com vínculos de imigração, ajudando a selecionar alvos. O recurso é apresentado como semelhante a um mapa com dados de possíveis migrantes.
Outro depoente explicou que Elite usa várias fontes e gera um chamado foco de alta prioridade, com uma avaliação de confiabilidade de alvos. A precisão pode falhar, segundo ele, e as informações precisam de verificação no terreno.
Como ocorreu a operação em Woodburn
O depoimento descreve uma operação em Woodburn, no sul de Portland, em outubro, quando uma van de trabalhadores agrícolas foi abordada. Os agentes interromperam o veículo, detiveram todos os ocupantes e iniciaram a investigação a partir de inteligência associada ao Elite.
Relatos indicam que a equipe acompanhou a van após verificar o veículo em bases de dados de imigração. A linguagem falada no veículo era predominantemente espanhola, o que, segundo o agente, aumentaria a suspeita de atividades ilegais.
Pregas sobre a atuação e o controle de provas
O conjunto de informações obtidas pelo Elite pode não ser 100% confiável, segundo o depoimento, com possibilidade de erros que geram alvos equivocadamente. Os agentes ressaltaram que verificações adicionais são necessárias antes de tomar decisões.
A operação também envolveu o uso de outra ferramenta de reconhecimento facial da DHS, para cruzar informações de uma pessoa identificada como MJMA, uma das partes envolvidas no processo judicial. Questionamentos surgiram sobre a precisão do reconhecimento.
Repercussões e posição da Justiça
O juiz federal criticou a aplicação de técnicas com Elite, destacando o risco de direcionar prisões a pessoas que já vivem legalmente no país. As ações foram associadas a um total de prisões em áreas com grande presença de trabalhadores migrantes, elevando preocupações sobre direitos civis.
A descoberta ocorre em meio a controvérsias sobre o objetivo de cumprir metas nacionais de detenções. A gestão de prisões diárias, segundo relatos, estaria sendo vinculada a demandas federais para ampliar números de prisões.
Contexto legal e autoridades envolvidas
O processo envolve a DHS e a ICE, com a participação de representantes da defesa e da sociedade civil. A imprensa acompanha a evolução do caso, sem a divulgação de contatos de outros portais, apenas citando fontes oficiais e documentos judiciais.
Stephen Manning, diretor da Innovation Law Lab, afirmou que o testemunho demonstra como metas podem influenciar decisões de campo e violar direitos. Já a defesa sustenta que a prioridade é a aplicação da lei e a segurança nacional.
Panorama sobre tecnologia e privacidade
Relatórios de veículos de imprensa de tecnologia indicam que o Elite foi desenvolvido por uma empresa parceira de dados, com função de mapear alvos de deportação. A empresa envolvida não comentou questões específicas sobre o uso do aplicativo em Oregon.
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