Em Alta NotíciasFutebolBrasilPolíticaeconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Júri delibera ao encerrar julgamento americano sobre vício em redes sociais

Júri avalia se Meta e YouTube contribuíram para a dependência de redes; decisão pode trazer sanções financeiras e mudanças no funcionamento das plataformas

Mark Zuckerberg, the chief executive of Meta, arrives in court in Los Angeles in February.
0:00
Carregando...
0:00
  • O primeiro júri sobre danos potenciais das redes sociais terminou e as deliberações começam nesta sexta-feira.
  • Meta e YouTube defendem que suas plataformas são seguras para a maioria dos jovens; a autora, identificada apenas como KGM, afirma que os produtos foram criados para viciar.
  • O caso envolve acusações de negligência e causalidade, com possíveis sanções financeiras que podem levar mudanças no funcionamento das plataformas.
  • Documentos internos apresentados no processo sugerem que funcionários das empresas consideraram plataformas viciantes e, em alguns casos, pensaram em direcionar conteúdos a menores de idade.
  • Além disso, TikTok e Snap chegaram a acordo com o caso da autora; o processo serve como referência para a opinião pública sobre o tema.

O primeiro júri a apreciar os supostos danos causados pela mídia social chegou ao fim nesta semana. Meta e YouTube são acusados de criar produtos prejudiciais, em um processo considerado um termômetro de como a sociedade encara as plataformas. A vítima é uma jovem identificada apenas pelas iniciais KGM, cuja história foi apresentada ao longo de seis semanas de julgamento.

KGM afirma ter se tornado dependente de YouTube e Instagram desde a infância, com impactos em saúde mental, relacionamentos familiares e desempenho escolar. O processo sustenta que recursos como rolagem infinita, autoplay e “curtidas” incentivam o uso excessivo e a comparação, contribuindo para diagnóstico de transtornos relacionados à autoestima.

O que ficou provado até aqui

Os advogados de KGM apresentam evidências de que funcionários de ambas as empresas discutiram o bem-estar de jovens e a addictividade, incluindo documentos internos que questionam metas de proteção à saúde. Em contrapartida, as defesas negam a existência de culpa e apontam para fatores familiares e outros impactos não ligados às plataformas.

Perspectivas das defesas

Representantes de YouTube destacaram controles parentais e estatísticas de uso típico, com duração média de menos de 30 minutos diários para muitos usuários. A Meta enfatizou que os problemas da jovem teriam relação com um ambiente doméstico desafiador, não apenas com o uso das redes.

O que vem a seguir

Caso o júri reconheça negligência e causalidade, podem ocorrer danos financeiros significativos que levem mudanças estruturais nas plataformas. O veredito pode assumir várias formas, já que a decisão depende de provar que as empresas contribuíram para os problemas de saúde mental de KGM.

Contexto maior

O processo é parte de um conjunto consolidado de ações contra Meta, YouTube, TikTok e Snap, envolvendo mais de 1,6 mil demandantes, incluindo famílias e distritos escolares. Os casos deverão representar uma série de decisões avaliadas como “bellwether” para futuras disputas legais sobre redes sociais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais